Surpresa! Os escritórios da empresa Twitter serão fechados temporariamente. Os profissionais foram informados que os escritórios da companhia reabririam as portas na segunda-feira (21).
A medida com efeito imediato, ainda não tem uma explicação. A BBC teve acesso as mensagens enviadas aos funcionários, que dizia: “Por favor, continue a cumprir a política da empresa, abstendo-se de discutir informações confidenciais da companhia nas redes sociais, com a imprensa ou em qualquer outro lugar”.
Segundo informações da jornalista Zoë Schiffer, do site especializado Platformer, o fechamento acontece para investigar se há uma sabotagem interna, e por essa razão a direção do Twitter decidiu fechar o escritório da empresa, em San Francisco, de todos os funcionários até a próxima segunda-feira.
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Seja “hardcore” ou deixe a empresa
Nesta semana, Musk disse à equipe do Twitter que eles tinham que se comprometer a trabalhar longas horas e “precisariam ser extremamente hardcore” ou deixar a empresa.
Os funcionários receberam e-mails do novo proprietário da plataforma afirmando que os profissionais deveriam concordar com a condição se quisessem permanecer na companhia, informou o jornal americano Washington Post.
Após o fim do prazo dado para que os colaboradores firmassem um “comprometimento hardcore” centenas de funcionários pediram demissões nesta quinta.
Esses funcionários usaram a própria rede para se despedirem da empresa, todos usaram a hashtag #LovedWhereYouWorked em português “ame onde você trabalhou”. Ainda não há informações sobre o número que se demitiram.
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Onda de demissões
De acordo com a BBC uma equipe de papel-chave no Twitter, responsável pelo combate à desinformação na plataforma, foi dissolvida pelo novo proprietário da empresa, Elon Musk.
Esse grupo monitorava o conteúdo da rede social, contextualizando posts enganosos ou incorretos; destacava fontes de notícias com checagem; e criava sequências de postagens confiáveis sobre assuntos de destaque em boa parte dos idiomas mais falados do mundo.
Diferentes unidades acompanhavam publicações em inglês, espanhol, árabe, hindi, português e japonês. As equipes trabalhavam em Sydney, Singapura, Londres, Accra (Gana), Tóquio, Cidade do México e São Paulo, assim como nos Estados Unidos.
Todas as equipes foram cortadas!
A BBC conversou com cinco ex-integrantes de unidades de monitoramento ao redor do mundo. Eles solicitaram anonimato por temer que falar abertamente poderia impactar pacotes de indenização. O Twitter não respondeu a um pedido de comentário feito pela BBC.
Musk comprou o Twitter no mês passado por US$ 44 bilhões, tornando-se o novo chefe da rede social. Desde 3 de novembro, Musk ordenou um corte em metade dos 7,5 mil funcionários da companhia em todo o mundo, incluindo no Brasil.
Segundo informações internas até esta quinta-feira, a plataforma possuía 2,9 mil funcionários. O objetivo de Elon Musk é diminuir a dívida do Twitter e aumentar o faturamento da companhia com um modelo de assinaturas
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