A Importância da Gestão de Terceiros na Redução de Processos Trabalhistas

Na atualidade, a gestão de terceiros se destaca como uma prática empresarial essencial para a sustentabilidade e eficiência das organizações. Ao externalizar funções não essenciais, as empresas podem focar recursos e esforços em suas atividades principais, aumentando a eficiência operacional e fortalecendo sua posição competitiva no mercado. Este modelo de operação não apenas impulsiona a produtividade, mas também se revela uma ferramenta poderosa na minimização de riscos trabalhistas.
 

A terceirização, quando administrada com rigor e planejamento, possibilita que as empresas estabeleçam e mantenham relações de trabalho baseadas na conformidade com as regulamentações e no respeito mútuo. Isso envolve desde a homologação cuidadosa de parceiros até o estabelecimento de contratos detalhados que clarificam expectativas e responsabilidades.
 

A homologação é um passo inicial crucial na gestão de terceiros. Este processo garante que os parceiros selecionados cumpram com os padrões e critérios estabelecidos pela empresa, incluindo práticas trabalhistas éticas e conformidade regulatória. A eficácia deste processo é complementada por contratos bem estruturados, que devem detalhar todas as obrigações legais e operacionais, estabelecendo um framework claro para a prestação de serviços.
 

Outro aspecto fundamental da gestão de terceiros é a manutenção de uma comunicação efetiva. Uma troca de informações constante e clara é vital para assegurar que todos os envolvidos compreendam as políticas internas, procedimentos de segurança, e expectativas de desempenho. Além disso, o monitoramento constante das atividades dos terceirizados através de auditorias de campo e avaliações regulares ajuda a identificar e corrigir prontamente qualquer desvio ou irregularidade, antes que esses se transformem em problemas legais ou operacionais mais graves.

 

A auditoria de campo se apresenta como uma das práticas mais eficazes para verificar a aderência aos padrões estabelecidos e para a detecção precoce de problemas potenciais. Esta prática não só ajuda a evitar processos trabalhistas, como também promove um ambiente de trabalho mais seguro e justo para os terceirizados. Ao revisar a documentação relacionada, como registros de horas trabalhadas e comprovantes de pagamento, a empresa fortalece sua defesa legal e mantém uma base transparente e ética para suas operações.
 

Além de mitigar riscos, a gestão eficaz de terceiros pode resultar em redução significativa de custos. Ao negociar contratos mais vantajosos e eliminar ineficiências, as empresas podem realocar recursos para iniciativas estratégicas, promovendo assim um crescimento mais sustentável. A flexibilidade proporcionada pela terceirização permite ainda que a empresa se ajuste rapidamente às mudanças do mercado, mantendo a operação enxuta e ágil.

 

Portanto, a gestão de terceiros não é apenas uma necessidade operacional, mas uma estratégia empresarial que fortalece a companhia em várias frentes: foco nas competências principais, redução de custos, minimização de riscos legais e trabalhistas, e estabelecimento de parcerias sólidas e duradouras. Para que as organizações permaneçam competitivas e resilientes em um mercado globalizado, a adoção de uma gestão de terceiros eficiente e ética é indispensável.

Sobre Bruno Santos
Bruno Santos é um especialista em Gestão de Riscos com Terceiros e sócio da Bernhoeft, empresa especializada em Cálculos Judiciais, Gestão de Riscos com Terceiros, BPO e Consultoria Tributária. Com mais de 15 anos de experiência, ele possui formação em Administração de Empresas e MBA em Gestão de Projetos. Bruno é reconhecido por sua contribuição no desenvolvimento do conceito de Nível de Maturidade na Gestão de Terceiros e ministra webinars e palestras em eventos para compartilhar seu conhecimento sobre a mitigação de riscos na terceirização. Ele também atua como professor de pós-graduação e implantou a Gestão de Terceiros em mais de 70 empresas de diferentes segmentos e portes. Atualmente, Bruno é sócio da Bernhoeft, empresa que atua no mercado de GRT há mais de 20 anos.

Ricardo

Redação Jornal Contábil

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