O auxílio Emergencial 2021 será antecipado na sua segunda parcela. Os depósitos feitos pela Caixa Econômica Federal (CEF) vão começar no domingo (16) para os nascidos em janeiro e vão até 30 de maio para os nascidos em dezembro. Antes os pagamentos seriam no dia 16 de junho.
houve também a antecipação do calendário de saques e transferências em dinheiro. Agora as pessoas vão poder sacar de 31 de maio a 17 de junho (antes era de 8 de junho a 8 e julho), de acordo com seu mês de nascimento.
Já com a segunda parcela começando a ser paga neste domingo, o governo decidiu que mais de seis milhões de brasileiros podem ser habilitados para receberem o auxílio emergencial.
O Ministério da Cidadania informou que a ideia é que essas pessoas estejam no grupo das que pediram o benefício no ano passado, mas que por algum motivo não chegaram a receber. Ou ainda as que receberam e tiveram o cancelamento em 2020.
Pelas regras do Novo Auxílio Emergencial, somente receberão o benefício quem foi contemplado no ano passado. Quem deu entrada em no programa em 2020, e não recebeu, não vai poder receber em 2021. Mesmo que o cidadão esteja precisando de dinheiro.
O governo acredita que essa regra pode ser mudada. Sendo possível inserir até essas pessoas que não receberam no ano passado. De acordo o Ministério da Cidadania, o Dataprev pode passar uma espécie de pente fino nos dados destes cidadãos para saber quais possuem direito ou não.
No entanto, para ter direito ao benefício, o cidadão também terá que seguir todas as outras regras do texto base. Entre elas, por exemplo, o fato de não ser um trabalhador formal.
Inclusão no Auxílio Emergencial
Uma possível inclusão de novos beneficiários poderia ocorrer porque o recurso que o governo possuí é suficiente para pagar todos os 40 milhões de pessoas que estão no benefício. Ou seja, sobrou dinheiro.
A PEC Emergencial, que trouxe de volta o Auxílio Emergencial, liberou para o governo R$ 44 bilhões, para fosse possível paga o benefício. Segundo o Ministério da Cidadania, atualmente o governo deverá gastar algo em torno de R$ 36 bilhões.
Então, o dinheiro que vai sobrar poderá servir justamente para incluir essas novas pessoas no programa. Porém, a inclusão de novos brasileiros ainda não é uma decisão oficial. Antes de comemorar, é melhor aguardar.
Prorrogação do benefício
O ministro da Economia, Paulo Guedes já pensa que o que vai sobrar poderá servir para uma possível prorrogação do auxílio. Ele sempre mencionou essa possibilidade. Inclusive, existe uma pressão do Congresso para isso acontecer.
Muitos parlamentares já começaram a pedir a prorrogação do Auxílio Emergencial, que poderá ser até novembro. Eles querem que o Governo use exatamente esse dinheiro excedente para fazer isso.
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil