Nesta sexta-feira (17), os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil (BB), comunicaram que também vão suspender a oferta de empréstimo consignado a beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A decisão veio um dia depois dos bancos privados terem anunciado que suspenderam novas operações na modalidade.
A reação dos bancos aconteceu depois do CNPS (Conselho Nacional da Previdência Social)aprovar na segunda-feira (13), a redução da taxa máxima de juros do empréstimo consignado para beneficiários do INSS.
O CNPS atendeu um pedido do ministro da Previdência, Carlos Lupi, baixando a taxa de juros de 2,14% para R$ 1,70%. Também no mesmo dia foi reduzida a taxa para o cartão de crédito consignado, que passou de 3,06% para 2,62%.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) já tinha alertado que, considerando os altos custos de captação, “eventual redução do teto poderia comprometer ainda mais a oferta de empréstimo consignado e do cartão de crédito consignado”.
Os bancos justificaram que com as novas taxas, não há condições para pagar o custo de captação de novos clientes.
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil divulgaram nota para justificarem a decisão que tomaram. Segundo a Caixa, a linha foi suspensa e informa que está esperando estudos técnicos para viabilizar novamente a conceção do consignado.
“Com a mudança, a Caixa esclarece que a linha está suspensa e informa que sua disponibilidade está condicionada à finalização dos estudos técnicos de viabilidade econômico-financeira e operacional, já em andamento, com vistas a garantir a adequação das concessões aos novos dispositivos normativos”.
O BB foi pelo mesmo caminho e informou que espera uma decisão para voltar a conceder o empréstimo. “Tão logo haja novidades sobre a retomada das contratações no âmbito do convênio informaremos”.
Carlos Lupi, ministro da Previdência, usou suas redes sociais para criticar a decisão dos bancos públicos. Pela sua conta no Twitter, ele disse que “a suspensão do crédito consignado prejudica, principalmente, os aposentados e pensionistas que precisam de crédito para complementar suas rendas, e que não têm alternativas de crédito”.
“Diante dessa situação, as Centrais Sindicais cobram do Governo a utilização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para garantir as linhas de crédito para os aposentados e pensionistas que precisarem com as novas taxas em vigência”, disse Lupi.
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