Saúde

Droga zumbi: Xilazina é classificada como “ameaça emergente” pelos EUA

Na quarta-feira (12), foi divulgado pelo governo dos Estados Unidos que a xilazina, que é conhecida como um tranquilizante ou “droga zumbi”, foi classificada como uma “ameaça emergente”.

Essa medida permitirá que fundos sejam disponibilizados para combater os danos causados por essa substância no país.

Durante uma entrevista coletiva, o Dr. Rahul Gupta, diretor do escritório da Casa Branca responsável pelo combate às drogas, declarou que esta é a primeira vez na história dos Estados Unidos em que uma substância foi designada como uma ameaça emergente.

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Xilazina

Embora tenha sido autorizada pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA como sedativo e analgésico veterinário desde 1972, a xilazina é aprovada exclusivamente para uso em animais.

Seu consumo humano pode causar uma diminuição perigosa da respiração e dos batimentos cardíacos, bem como infecções graves que podem levar à amputação de membros.

No período de 2020 a 2021, a agência antidrogas (DEA) americana registrou um aumento de quase 200% na detecção de xilazina no sul do país e mais de 100% na região oeste.

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Pesquisas, antídoto e controle

Rahul Gupta detalhou que a pesquisa médica também é uma prioridade e que eles planejam reunir especialistas nacionais nesse campo para identificar as abordagens mais promissoras em relação à estabilização clínica, gerenciamento da abstinência e protocolos de tratamento.

Rahul Gupta também destacou a necessidade de um antídoto para a xilazina, uma vez que a naloxona, aprovada pelo FDA no final de março, é eficaz apenas no tratamento de overdoses de opioides como o fentanil.

Fentanil e xilazina, ambos sintéticos, são frequentemente consumidos em conjunto, de acordo com o DEA.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos emitiram um “alerta de importação” em fevereiro para controlar o fornecimento de xilazina e garantir que seja destinado apenas ao uso veterinário.

Esther Vasconcelos

Estudante de nutrição e apaixonada por meios de comunicação, trabalhando atualmente como redatora no Jornal Contábil.

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