Previdência Social 71
71 milhões de brasileiros endividados: O que pode mudar essa realidade?
71 milhões de brasileiros endividados: O que pode mudar essa realidade?
31/10/2023 19h17 Atualizada há 11 meses
Por: Bia Montes
Imagem por @wayhomestudio / freepik


O mapa de inadimplência do Serasa apontou que, em agosto deste ano, mais de 71 milhões de pessoas estavam com nome restrito, um crescimento de 320 mil em relação ao mês anterior.

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Entre os endividados, 12,2% têm idade até os 25 anos, um recorte que chama a atenção. A presença desses jovens na lista preocupa, e uma das explicações pode ser a falta de conhecimento para administrar suas próprias economias.

Apesar de tentar equilibrar as contas em meio a tantas responsabilidades pessoais, muitos brasileiros ainda fecham o mês no vermelho.

"Ao ter o primeiro trabalho e ganhar os primeiros salários, muitos jovens não sabem como gastar, economizar ou investir para ter uma vida econômica equilibrada. A falta de orientação no contexto econômico e social brasileiro pode resultar em diversos problemas, como as dívidas. Pensando no futuro desses jovens e na economia do país, é muito importante que a educação financeira faça parte do dia a dia desde cedo, ainda na escola primária", explica Túlio Matos, co-fundador e CEO da iCred, fintech especializada em facilitar o empréstimo consignado.

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Educação Financeira

Para o executivo, a educação financeira deve estar inserida desde a infância.

Seja na escola ou em casa, com a ajuda dos familiares, é possível que os futuros jovens tenham, gradualmente, o contato com o mundo financeiro.

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“A ideia não é ensinar todo o universo da economia, mas o básico para poderem gerir suas finanças pessoais quando tiverem contato com alguma renda e não passarem por tantas dificuldades quando crescerem”, completa Túlio.

Já faz algum tempo que a educação financeira nas escolas está entre os debates políticos do país.

Em 2021, o MEC, junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Sebrae, criaram a Estratégia Nacional de Educação Financeira, com o intuito de capacitar 500 mil professores na disciplina para ensinar mais 25 milhões de alunos dos ensinos fundamental e médio.

Os cursos de formação são onlines e gratuitos. Além disso, existem outras iniciativas, como a do Banco Central, que criou o programa Aprender Valor, já em amplo funcionamento em alguns estados.

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Ainda para o especialista, o processo de inserir a educação financeira na vida dos jovens deve acontecer de forma natural, seja nas escolas, por meio de disciplinas como a matemática — incluindo situações do cotidiano, avaliações de preços, conferência de trocos, objetivo da poupança, entre outros conteúdos simples —, ou em casa, com a colaboração e o empenho dos familiares.
 

“Os responsáveis são as primeiras referências das crianças, então tudo que fizerem será observado. Para os menores, a economia pode ser introduzida por meio de jogos lúdicos, como Banco Imobiliário, além de livros e vídeos educativos. Para os adolescentes e jovens, serão úteis conversas sobre as finanças da família, desestimulando o consumo excessivo. Se for viável, mesadas também podem ensinar na prática a administrar o orçamento. Já que muitos passam bastante tempo conectados, eles também podem utilizar a tecnologia em seu favor”, conclui.