6 habilidades essenciais para ser um contador de sucesso / Imagem canva pro
Aprovada com o objetivo de simplificar a cobrança de impostos no Brasil, a Reforma Tributária já começou a desenhar um novo cenário econômico e, no centro dessa engrenagem, está o profissional da contabilidade.
Longe de ser apenas um executor de guias e obrigações acessórias, o contador agora assume um papel estratégico fundamental para a sobrevivência e competitividade das empresas durante o período de transição.
A mudança estrutural, que substitui tributos antigos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), exige que a categoria mude sua postura de forma imediata.
Para especialistas do setor, o planejamento deve começar agora, antes mesmo da implementação total do novo sistema. Veja a seguir como deve agir o profissional contábil agora.
O primeiro passo para o contador que deseja se destacar — ou evitar prejuízos para seus clientes — é o investimento pesado em atualização profissional. Como as leis complementares e os regulamentos específicos ainda estão sendo consolidados, acompanhar os textos técnicos e participar de cursos voltados ao novo modelo de Imposto de Valor Agregado (IVA) é indispensável.
Além de entender a nova legislação, o profissional precisa realizar um “pente-fino” na atual estrutura fiscal das empresas que atende. Isso inclui revisar o cadastro de mercadorias, mapear a cadeia de fornecedores e entender o impacto que o fim dos incentivos fiscais regionais causará no fluxo de caixa de cada cliente.
Com a unificação dos impostos, a automação dos processos operacionais tende a crescer. Isso significa que o contador burocrático perderá espaço, dando lugar ao contador consultor.
“O cliente não vai buscar o contador apenas para calcular o novo imposto, mas para saber como a empresa dele deve se posicionar no mercado para não perder margem de lucro”, aponta o setor de estudos tributários.
O profissional deve agir antecipadamente, desenhando simulações de cenários para os próximos anos. Demonstrar para o empresário o impacto real da transição nas finanças do negócio é o que transformará o contador em um parceiro de negócios indispensável.
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A transição para o novo modelo tributário será digital e focada em dados integrados em tempo real. Por isso, outra ação imediata que os escritórios e profissionais devem tomar é a auditoria de seus próprios sistemas de tecnologia da informação (TI).
Adequar os softwares de gestão (ERPs) e treinar as equipes internas para lidar com a convivência simultânea dos dois modelos de tributação (o antigo e o novo) será o grande desafio operacional do curto prazo.
Não espere a transição começar para descobrir o novo custo da empresa. O contador já pode pegar o faturamento dos últimos 12 meses do cliente e aplicar as alíquotas estimadas do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
O novo modelo tributário será baseado fortemente no destino e no tipo de produto ou serviço. Erros de classificação fiscal que passam despercebidos hoje serão fatais no novo sistema.
Como o novo IVA (IBS/CBS) funciona no sistema de créditos financeiros (a empresa só abate o imposto se o fornecedor anterior tiver pago), a escolha de quem seu cliente compra vai mudar.
A reforma não é um problema apenas do contador; ela afeta o comercial, o setor de compras e a TI da empresa.
Contratos de prestação de serviços ou fornecimento que duram muitos anos e vão atravessar o período de transição precisam de cláusulas de barreira.
Diante de um cenário de transição complexo e sem precedentes na história econômica do país, fica evidente que o papel do contador foi definitivamente ressignificado.
O profissional que se limitar a cumprir rotinas burocráticas correrá o risco de obsolescência, enquanto aquele que dominar as novas regras e aplicar as ações práticas de transição se consolidará como o principal parceiro estratégico das empresas.
A Reforma Tributária não representa apenas o fim de antigos tributos, mas o início de uma era onde a inteligência de negócios e a antecipação de cenários ditam quem sobrevive e quem prospera no mercado brasileiro.
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