Adotar uma abordagem sistêmica é cada vez mais importante para conduzir uma empresa, definindo metas, analisando os KPIs e indicadores de resultados. Ao fazer isso, é possível tomar decisões ágeis e assertivas com base em dados reais.
O problema é que ainda há muita confusão quando se trata desse assunto. Diversos gestores deixam de colher os benefícios da aplicação dessas ferramentas pelo simples fato de não entender seu funcionamento e, em consequência, a companhia perde competitividade no mercado.
Pensando nisso, criamos o post de hoje. Nele, vamos explicar com clareza o que são metas, KPIs e indicadores de resultados e como eles podem ser usados em sua empresa. Continue lendo e fique por dentro do assunto!
A meta representa um viés de futuro, o ponto que a empresa, equipes e funcionários devem atingir no curto prazo. De modo mais simples, elas funcionam como um passo a passo para o alcance dos objetivos da empresa, que são geralmente maiores e mais ambiciosos.
Com boas metas, é possível manter toda a equipe alinhada na busca pelos resultados desejados, por isso, alguns especialistas comparam as metas com uma bússola corporativa. Entretanto, muitos gestores ainda não sabem como definir metas eficazes. Veja abaixo alguns formatos de meta:
Para não errar, é possível seguir um padrão conhecido como S.M.A.R.T. Ele foi desenvolvido em 1981 por George Doran e publicado pela primeira vez em um artigo da Universidade de Harvard. Grosso modo, representa um acrônimo de cinco palavras do inglês:
Uma meta que segue esse padrão é muito mais eficaz, estimulando os funcionários e equipes da empresa à ação. No final, grandes resultados podem ser alcançados.
Ainda há uma segurada variação de meta, conhecida como OKR. Para ficar claro, o nome vem do inglês Objectives and Key Results (em português, objetivos e resultados-chave). Consiste na definição de um objetivo ambicioso e sua fragmentação em pequenos resultados.
Veja um exemplo:
Objetivo: ser a maior empresa de varejo no seu segmento
O mais indicado é que cada equipe tenha uma média de 4 ou 5 OKRs, não mais do que isso. Desse modo, é possível manter o foco e garantir que os resultados sejam alcançados.
Diferentemente das metas, esses indicadores não possuem um viés de futuro (algo que deve ser alcançado), apenas representam os resultados que já foram entregues dentro da empresa. Além disso, servem como insumo para criação dos KPI’s, pois representam informações mais “brutas” que ainda precisam ser lapidadas pelo gestor responsável.
Também conhecidos como métricas, esses indicadores podem ser obtidos de diversas formas, especialmente do sistema de ERP (Enterprise Resource Planning) da empresa. Com eles, é possível ter informações preciosas sobre o funcionamento da companhia.
Veja, agora, algumas das métricas mais utilizadas:
Ao definir e acompanhar os indicadores de resultado, é possível saber se as metas estão sendo alcançadas, bem como se os resultados de determinado período estão de acordo com o desejado pela companhia, mas é preciso ter constância no acompanhamento.
Os indicadores de resultados são mais fáceis de serem acompanhadas, pois, como dito, representam números que ainda não foram lapidados. Ainda assim, muitos gestores os deixam em segundo plano.
Hoje, além de acompanhá-los, é indicado que os deixem à vista para todo o time. Assim, é possível iniciar um modelo de gestão à vista, onde os colaboradores conhecem os atuais resultados da empresa. Com isso, é possível construir um clima de maior transparência e credibilidade com os profissionais.
Para finalizar, é preciso conhecer os KPIs (Key Performance Indicators). Em tradução livre para o português, o termo significa “indicadores-chave de desempenho”. Muitas pessoas o confundem com as métricas já abordadas, mas há uma grande diferença.
Um KPI é definido com base em duas ou mais métricas, além de contar com fórmulas específicas para se chegar aos resultados finais. Diferentemente das métricas, não são valores “brutos”, precisam ser trabalhados para se chegar a algo que faça sentido para o gestor.
Com bons indicadores-chave de desempenho, é possível ter uma atuação muito mais estratégica no mercado, avaliando com eficiência os atuais resultados obtidos. Dentre os principais KPIs, é possível destacar:
São muitos os indicadores-chave de desempenho que podem ser usados, por isso é importante definir os que mais se adéquam à empresa e aos departamentos específicos. Foque em 5 ou 6 indicadores, compartilhando-os com a equipe de trabalho.
Também é preciso que eles sejam acompanhados com periodicidade, identificando se os resultados melhoraram ou pioraram ao longo de determinado período. Quanto melhores os indicadores, mais forte é a companhia em relação às intempéries do mercado.
Resumidamente, as metas referem-se as conquistas desejados, enquanto os indicadores de resultados mostram as informações mais “brutas” do negócio. Os KPIs, por sua vez, representam as informações já lapidadas com a ajuda de cálculos específicos. Vale lembrar que, para obter as informações desejadas com agilidade e precisão, é sempre importante contar com a ajuda de um bom sistema de gestão empresarial.
Via egestor
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