Até o amor é tributado no dia dos namorados

Impostos aplicados sobre produtos tradicionalmente vendidos na data representam mais da metade do preço final em alguns casos

Para este Dia dos Namorados, comprar um livro para a cara-metade pode ser uma boa opção por diversas razões. Uma delas é incentivar o parceiro a ler mais ? Pesquisa do Ibope revela que 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Outro motivo é a carga tributária de 15,52%, menor em relação a muitos outros presentes.

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A informação está em levantamento encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Maquiagem importada (69,53%) e nacional (51,41%) e joia (50,44%) figuram entres os presentes mais tributados do levantamento, além do tradicional champanhe (59,49%) para brindar.

Para os que são do tipo que ainda mandam flores, o item é o segundo menos tributado (17,71%). Outros produtos da lista são malha, camisa e jaqueta (34,67%), bota (36,17%), calça jeans (38,53%), tênis (44%) e óculos de sol (44,18).

Apostar em uma viagem romântica significa pagar 36,28% em tributos, sendo que só a hospedagem em hotel tem carga de 29,56%.

“O levantamento mostra que há opções que pesam menos no bolso”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Para ele, “o consumidor que aproveitará a data comemorativa é bem diversificado, composto não só pelos namorados, mas também por pessoas casadas e até mesmo pelos solteiros que aproveitam este período de boas promoções”.

Namorados apreciadores da boa gastronomia pagarão 32,31% de tributos num jantar em restaurante. Se pedirem vinho nacional ou importado vão desembolsar 54,73% e 69,73% de impostos, respectivamente.

“Produto importado tem carga tributária maior porque, além das taxas aplicadas em itens nacionais, incidem sobre ele as taxas de importação, que são pesadas”, diz Burti.

Segundo ele, apesar do abalo na confiança do consumidor nas últimas semanas devido à paralisação dos caminhoneiros e ao desabastecimento de combustível e outros produtos, a expectativa é de que nos próximos dias as compras por impulso e de última hora podem se intensificar.

Via Diário do Comércio

Ricardo

Redação Jornal Contábil

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