Foto: Agência Brasil
A aglomeração que aconteceu durante o Natal e Réveillon poderá aumentar os casos de covid-19 agora em janeiro, criando uma segunda onda. Este será o principal motivo para o retorno do auxílio emergencial em 2021. Embora, o Ministério da Economia ainda não tenha se posicionado, mesmo diante da alta de casos e mortes no país inteiro.
O Brasil contabiliza 8,5 milhões de casos e 210 mil mortes por Covid-19, segundo o Conselho Nacional de Secretários da Saúde. A média diária chega perto de 1.000 e segundo especialistas da saúde, esse número é resultado das festas de Natal e Réveillon.
As pessoas parecem não querer entender que o momento é critico. O bioinformata Marcel Ribeiro-Dantas, pesquisador do Institut Curie, na França, explicou que estamos passando por um período preocupante, mas que muitas pessoas não estão percebendo. Dantas também afirma que as próximas semanas serão ainda piores.
Os efeitos de aglomerações nas festas de final de ano serão percebidas ainda em janeiro. Vendo o aumento de casos, os parlamentares começaram a pressionar o governo para prorrogar o pagamento do auxílio emergencial.
Alguns integrantes da equipe econômica afirmam que o governo está estudando a possibilidade de dar alguma ajuda financeira aos trabalhadores informais.
O que está sendo notado é que o país está vivendo uma segunda onda da covid-19 e, que tão cedo não acabará.
Segundo o Ministério da Economia, a dívida pública atingiu 90% do PIB e o déficit fiscal bateu a marca recorde de R$ 832 bilhões. Por esse motivo, há uma grande preocupação em manter o teto de gastos este ano. É o argumento que o governo está usando para não prorrogar o auxílio emergencial.
No final do ano de 2020, ninguém quis perder as festas de Natal e Réveillon, acontecendo diversas aglomerações entre amigos e familiares para comemorar as datas.
Nestas festas foi observado o não uso de máscara de proteção e nem o respeito ao distanciamento social. Já estamos sentindo os efeitos das aglomerações que aconteceram no final de 2020.
Os sintomas da doença demoram a se manifestar, o que pode acontecer em até 14 dias após a contaminação para sentir algum sintoma da doença, como febre, tosse seca, dores, cansaço e falta de paladar ou olfato.
A expectativa dos infectologistas é que novos casos venham a aparecer das pessoas que se contaminaram entre os dias 24 de dezembro e 1º de janeiro. Outra preocupação é a realização do Enem, que poderá também elevar o número de infectados.
O mundo foi surpreendido com uma revelação dos cientistas, a aparição de novas variantes do Coronavírus que vem causando grande preocupação nas nações. Três variações se destacam e foram identificadas no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil (Manaus).
Segundo os cientistas, essas mutações deixaram o vírus mais infeccioso e pode contribuir para sua transmissão. Isso pode explicar, em parte, o agravamento que a cidade de Manaus-AM vem enfrentando nos últimos tempos.
Sendo notado tudo que está acontecendo em Manaus, se observa que será necessário uma nova rodada do auxílio emergencial para ajudar as pessoas de baixa renda.
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil
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