O Último Censo realizado pelo IBGE, traçou um panorama abrangente da população brasileira, lançando luz sobre aspectos socioeconômicos e demográficos do país. Os dados, divulgados em etapas, revelam um Brasil com 203 milhões de habitantes, distribuídos em diferentes realidades.
Bolsa Família e aposentadoria:
Uma parcela significativa da população depende de programas sociais para garantir sua subsistência. 56 milhões de brasileiros, o equivalente a 27,6% da população, são beneficiários do Bolsa Família, enquanto 39 milhões, ou 19,2%, já estão aposentados ou recebem pensões.
Mercado de trabalho:
A força de trabalho formal no Brasil é composta por 42,9 milhões de pessoas com carteira assinada, representando 21,1% da população. Já o setor informal, por sua vez, emprega 39 milhões de brasileiros, equivalentes a 19,2% do total. Entre esses, 14 milhões são Microempreendedores Individuais (MEI), categoria que vem crescendo nos últimos anos.
Juventude e inatividade:
Um ponto preocupante é a quantidade de jovens fora da escola e do mercado de trabalho. O Censo aponta para 10 milhões de pessoas nessa faixa etária, o que representa 4,9% da população total.
População invisível:
Um contingente de 2,7 milhões de brasileiros, cerca de 1,3% da população, vive à margem da sociedade, sem documentos que comprovem sua identidade. Essa parcela da população enfrenta desafios no acesso a direitos básicos e serviços públicos.
Empreendedorismo:
Os dados do Censo também apontam para a existência de 6 milhões de CNPJ. É importante ressaltar que nem todos esses CNPJ representam empresas em atividade, pois podem incluir registros inativos ou suspensos.
Desafios para o Brasil diante dos números do Censo
O Censo Demográfico, realizado pelo IBGE, revelou um retrato complexo da sociedade brasileira, com dados que apontam para diversos desafios que o país precisará enfrentar nos próximos anos.
População em envelhecimento:
A quantidade de pessoas em idade ativa (entre 15 e 64 anos) está diminuindo em relação à população idosa (acima de 64 anos). Essa mudança na pirâmide etária pode levar ao aumento da pressão sobre os sistemas de previdência social e saúde, além de comprometer o crescimento econômico do país.
Desigualdade social:
O Censo evidencia a persistente desigualdade social no Brasil. A renda média dos 10% mais ricos da população é 26,3 vezes maior que a renda média dos 10% mais pobres. Essa disparidade pode gerar instabilidade social e dificultar o desenvolvimento humano do país.
Informalidade no mercado de trabalho:
A alta taxa de informalidade no mercado de trabalho, com 39 milhões de pessoas trabalhando sem carteira assinada, é um problema que afeta a qualidade de vida da população e limita o crescimento da economia formal.
Falta de acesso à educação:
O Censo aponta para a existência de 10 milhões de jovens fora da escola e do mercado de trabalho. Essa situação compromete o futuro desses jovens e limita o desenvolvimento do país.
Desafios para as políticas públicas:
Diante dos dados do Censo, o governo brasileiro precisa formular políticas públicas eficazes para enfrentar os desafios apresentados. É necessário investir em educação, saúde, infraestrutura e programas de transferência de renda para reduzir as desigualdades sociais e promover o desenvolvimento do país de forma sustentável.
Informações: https://censo2022.ibge.gov.br/
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