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CMN libera capital de bancos pequenos e injeta R$ 1,3 bi na economia

Os pequenos bancos terão de reter menos capital pelos próximos dois anos, decidiu hoje (30) o Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida injetará R$ 1,3 bilhões na economia em meio à pandemia de covid-19.

Por meio das exigências de capital regulatório, o CMN define quanto capital o banco precisa reter nos cofres, sem poder emprestar. A regra tem como objetivo garantir a segurança do sistema financeiro.

Segundo o Banco Central (BC), a redução das exigências mínimas de capital aumenta a capacidade das instituições financeiras do Segmento 5, de menor porte e com perfil simplificado de risco, de atravessarem a crise econômica e continuarem emprestando dinheiro.

O percentual mínimo de ativos ponderados pelo risco simplificado que deve constar do patrimônio de referência dessas instituições caiu de 12% para 10,5% para as cooperativas de crédito e de 17% para 15% para as demais instituições de pequeno porte. Os percentuais originais subirão gradualmente, até voltarem aos níveis antigos em maio de 2022.

Câmbio

Em outro voto, o CMN elevou de US$100 mil para US$300 mil o valor das operações de câmbio realizadas por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, sociedades distribuidoras de títulos e valores imobiliários e sociedades corretoras de câmbio autorizadas a operar no mercado de câmbio. Segundo o Banco Central, existem 80 instituições do tipo em funcionamento no país.

De acordo com o BC, a medida facilita as operações de câmbio de empresas de comércio exterior, que podem buscar atendimento mais personalizado ao exportarem ou importarem mercadorias, sem recorrerem a grandes bancos. Em 2019, 13,3% das operações de câmbio de exportação tinham valor entre US$100 mil e US$300 mil. As operações de câmbio de importação da mesma faixa de valor correspondiam a 9,2%. Essa medida entra em vigor imediatamente.

O CMN também reduziu de US$3 mil para US$1 mil o limite para operações de câmbio feitas por meio de correspondentes cambiais nos casos em que tanto a moeda estrangeira quanto os reais são entregues em espécie. Essa medida entrará em vigor em 1º de julho.

Fonte: Agência Brasil – Wellton Máximo 

Jorge Roberto Wrigt

Jornalista há 38 anos, atuando na redação de jornais impressos locais, colunista de TV em emissora de rádio, apresentador de programa de variedades em emissora de TV local e também redator de textos publicitários, na cidade de Teresópolis (RJ). Atualmente se dedica ao jornalismo digital, sendo parte da equipe do Jornal Contábil.

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