O cartão de crédito é um ótimo recurso para os dias de hoje. Ele nos permite fazer os mais variados tipos de compras, sem precisar ter o dinheiro na conta; mas essa questão também tem um lado que pode gerar transtornos àqueles que não se planejam e deixam que as parcelas se acumulem, formando uma bola de neve. Quando isso acontece é normal não saber o que fazer, por isso daremos algumas dicas para você sair dessa situação.
Faça uma análise de suas contas, para descobrir qual é a causa de cada uma, antes de tentar uma negociação
Estar em dívida é ruim para o cliente, para o banco e para a operadora de cartão. Nesse momento o desespero pode tomar conta, mas tente manter a cabeça fria para poder tomar a atitude mais assertiva. Tenha clareza de qual é a sua situação antes de tentar negociar a dívida. Para isso, faça uma análise minuciosa da sua fatura de cartão e tente descobrir quando o descontrole começou. Verifique seu saldo devedor, separe os valores das compras, as taxas de juros e os encargos do cartão.
Entender a dívida é essencial para conseguir quitá-la e evitar descontroles futuros.
Uma prática comum para o pagamento dessas dívidas é a amortização. Ela é o pagamento parcelado da conta, acrescido de juros, porém esse parcelamento só é válido se o cliente puder arcar com o valor estipulado.
Entenda como acontece o processo de negociação da dívida do cartão
Os juros são a forma de remuneração das instituições financeiras pelo serviço de crédito prestado aos clientes.
Existem duas taxas muito cobradas para clientes de cartão de crédito, são elas: juros em atraso (quando o cliente não pagou a fatura) e juros rotativo (quando o cliente paga somente parte da fatura)
Ao negociar a dívida, o objetivo do cliente é não ter que pagar os juros em atraso, ou rotativo e conseguir taxas menores.
Ao negociar com o cliente, o banco ou operadora de cartão incluirá algum tipo de taxa de juros. Essas informações precisam estar claras.
Existem muitas formas de quitar as dívidas, porém as mais comuns são: amortização (parcelamento da dívida no próprio cartão, as taxas de juros são melhores que no rotativo) e empréstimo (o cliente pega dinheiro emprestado com a instituição, paga a conta e fica com a dívida do empréstimo).
É importante ressaltar que, o cliente deverá saber quais são as taxas que irão refletir no cálculo da dívida, qual o tempo de parcelamento e quais são os valores do IOF que irão incidir sobre as diferentes opções; assim poderá optar pelo melhor caminho.
Procure a operadora de cartão para negociar sua dívida
As instituições financeiras geralmente oferecem canais diretos para que seus clientes possam renegociar as dívidas em atraso. Isso é conhecido como negociação extrajudicial.
Geralmente os contatos aparecem no site ou aplicativo do cartão, não sendo necessário ligar para a Central de Atendimento.
O que a instituição não pode fazer?
Saber o que não pode ser feito pela instituição é fundamental para não cair em ciladas, o Código de Defesa do Consumidor é um aliado nesses momentos, veja a seguir:
- A instituição não pode cobrar mais de 30% do que o cliente recebe mensalmente para quitar a dívida, no caso de empréstimos comuns, e 35% para créditos consignados;
- O cliente não é obrigado a contratar serviços de seguro para poder renegociar sua dívida. Se as alternativas propostas pelo banco ou instituição financeira não resolvem a sua dívida, procure o PROCON para saber dos seus direitos em cada caso.
Vale lembrar que, o cliente que não conseguir negociar com a instituição, poderá procurar ajuda de um especialista na área. Existe assessoria gratuita para essas situações.
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