Cresce número de brasileiras chefes de família e donas do próprio negócio

As mulheres ganham menos e trabalham dobrado. No Brasil, não para de crescer o número de mulheres que são chefes de família e donas do próprio negócio.

A Eliane tem uma vida dupla. Dona de casa e empresária. Às 6h já está de pé, prepara os filhos para ir para a escola. É ela quem leva e busca, todos os dias.

E depois de deixar as crianças na escola acha que acabou o dia da Eliane Nada. Ela chega ao trabalho, encontra com o marido e agora eles trabalham até o fim da tarde.

Eliane já é dona de duas academias de ginástica e está abrindo franquias. Negócio que mantém a família.

Às vezes você trabalha um pouco mais, depois você tem que se dedicar um pouco mais com os filhos, diz a empresária Eliane Kuratami.

O caso de Eliane reforça uma conclusão do Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras das Micro e Pequenas Empresas, feito pelo Sebrae e o Dieese.

Em 11 anos, o número de mulheres empreendedoras e chefes de famílias saltou de 6,3 milhões para quase 8 milhões, um crescimento de 25%.

Os setores em que as mulheres mais investem são os de comércio e serviços: 71,5%. E 15,8% das mulheres empreendedoras têm nível superior.

Eu acho que a tendência é elas se tornarem maioria logo, logo. Porque está crescendo muito. Principalmente, no Nordeste do país. No caso do MEI, por exemplo, o microempreendedor individual, tem estados no Nordeste que têm mais mulheres do que homens como empreendedores, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

A Camila é formada em Ciências Contábeis, chegou a trabalhar em um escritório. Mas há 3 anos decidiu investir na alimentação natural e hoje comanda a cozinha de casa e a da empresa.

A gente sai cedinho de casa, já leva as crianças para a escola, eu já venho para cá e aqui eu fico até 18h30, 19h. Às vezes, eu ainda saio daqui e ainda tenho que comprar algumas coisas, depois ainda tem que chegar em casa fazer lição com os filhos, dar uma olhada na mochila, nos recados e tudo mais, conta a empresária Camila Latance.

A Francine cuida da filha Nicole, de 11 anos, e ainda tem uma empresa que organiza festas infantis. Ela diz que o segredo para dar conta de tudo é empenho. Assumi a casa, assumi ser uma mãe solteira e a gente tem que dar conta do trabalho. A gente podia ter um pouquinho mais de horas no dia, mas a gente consegue, conclui a empresária Francine Guazzelli.

Fonte: Portal Contábil SC

Ricardo

Redação Jornal Contábil

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