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Um dos critérios em ao fazer a análise fundamentalista de uma empresa são as tendências de seu setor.
Os analistas da empresa gostam de companhias que estejam inseridas em mercados com perspectivas favoráveis de crescimento, e evitam aquelas na posição contrária.
Neste texto, será discutido o assunto e apresentar algumas indicações promissoras para a próxima década.
O motivo de apostar em empresas que estejam de acordo com tendências é que é muito mais fácil identificar vencedores em setores de indústrias em que o “bolo esteja crescendo” para todos.
Dessa forma, Google e Facebook são empresas que crescerão organicamente, mesmo que nada façam, visto que mais e mais negócios precisarão migrar para o canal digital.
Do outro lado, empresas de DVD, por exemplo, enfrentarão cada vez mais dificuldades (se ainda forem existir).
Pensando nisso, é interessante compartilhar um pouco da sabedoria do especialista em tecnologia e escritor David Perell.
Vale lembrar que a publicação é anterior à pandemia do coronavírus (Covid-19).
Portanto, possui itens que agora podem parecer óbvios, mas que, com certeza, não eram tão óbvios assim meses atrás.
Perell parte do questionamento de como será o mundo daqui a 10 anos, à medida em que ele se torna cada vez mais digital.
O americano lista as 14 principais previsões que ele enxerga, e transcreveremos as 10 que mais chamaram nossa atenção:
As cidades terão que se tornar cada vez mais inteligentes e eficientes.
Iniciativas como entrega instantânea de alimentos, cozinhas compartilhadas, carros autônomos e métodos alternativos de ensino serão cada vez mais predominantes.
Além disso, os subúrbios de muitas cidades serão re-precificados. São Paulo e Nova York, por exemplo, são locais que merecem um prêmio por conta de sua cultura e dia-a-dia.
No entanto, muitos acreditam que os subúrbios não valem o preço com que as pessoas nos precificam hoje apenas por estarem próximos dessas cidades.
À medida que cada vez mais pessoas perceberem que podem trabalhar online de suas próprias casas, não terá sentido pagar um prêmio apenas pela proximidade.
Este é um problema maior para a economia americana, onde é muito comum que seus estudantes se financiem para estudar.
O problema é que esse financiamento estudantil se tornou insustentável.
Atualmente, 44 milhões de americanos possuem mais de US$ 1,5 trilhão em dívida estudantil, um aumento de 457% em relação a 2003.
Por conta disso, centenas de universidades de baixo nível falirão.
O professor e empreendedor Scott Galloway sugere que a Apple deveria lançar a maior universidade gratuita do mundo para explorar as ineficiências desse setor.
Para ele, a vulnerabilidade de uma área de negócios acontece em função dos aumentos de preços em relação à inflação e do crescimento da produtividade e da inovação.
Utilizando esses critérios, quase nenhum setor é tão vulnerável quanto o de educação, que ainda possui métodos de ensino totalmente ultrapassados e algumas universidades brasileiras que chegam a cobrar até R$ 5.000 por mês.
O autor defende uma transição no modelo de negócio do setor, em que as anuidades deveriam ser eliminadas e os recrutadores (as empresas) que deveriam ser cobrados.
Isso porque os alunos estão falindo e, cada vez mais, vemos empresas nadando em montanhas de caixa, como o Google, Facebook e Amazon.
A Apple, por conta de sua escalabilidade e poder de barganha, seria uma das poucas empresas a conseguir uma disrupção desse nível.
Imagine se, em parceria com a Universidade Harvard, quintuplicassem o tamanho das turmas, misturando cursos presenciais e online? O impacto na sociedade seria insano.
Atualmente, possuímos qualquer informação na palma da nossa mão, e isso só aumentará com o passar dos anos.
No entanto, as instituições de ensino ainda não se adaptaram, e possuem um método arcaico, existente há séculos.
A informação nunca esteve tão democratizada.
Por conta disso, haverá uma disrupção na indústria: educação escolar em casa se tornará cada vez mais comum e professores empreendedores e independentes que saibam utilizar o canal online para comunicar com seus alunos farão muito dinheiro.
O número de trabalhadores remotos crescerá em mais de 500% nessa década.
As pessoas querem cada vez mais ter controle sob seu tempo e espaço, e o aumento generalizado dos custos dos escritórios nas grandes cidades irá acelerar essa tendência de longo prazo.
As crianças de hoje nascem totalmente imersas em um ecossistema digital. Isso possui diversas consequências ainda inimagináveis.
Elas crescerão fazendo amigos online e possuirão um entendimento de colaboração digital muito maior do que nós possuímos.
Por conta disso, as videoconferências irão se desenvolver cada vez mais, e não haverá necessidade para encontros presenciais, tornando a interação online cada vez mais natural.
Os trabalhadores autônomos necessitarão de diversas habilidades diferentes, que vão desde design, marketing digital, finanças pessoais, escrita, comunicação a, obviamente, programação.
Atualmente, qualquer pessoa pode ser uma formadora de opinião do assunto que entender.
Dessa forma, aqueles que conseguirem criar uma audiência, de preferência qualificada, e produtos para essa, ascenderão.
Lembre-se: no mundo de hoje conteúdo é rei, e distribuição é a rainha. Se você deseja abrir seu próprio negócio, crie uma audiência, crie um produto para essa audiência e, por fim, escale seu produto.
O novo “American dream” é criar um negócio lucrativo, sustentável e remoto. Um software que pode ser gerido de qualquer lugar, facilmente escalável, custo marginal decrescente, que melhora com o tempo e é assíduo na geração de caixa.
Certamente esse produto terá um valuation considerável.
Cada vez mais pessoas se comunicarão por vídeo. Pense o quão confortável são as crianças em frente a uma câmera em comparação a um adulto de 40 anos.
Milhares de trabalhadores irão criar audiência ao compartilhar seus conhecimentos e sua vida.
As empresas estão cada vez criando mais e mais valor, com menos e menos pessoas. Pode analisar: as gigantes de tecnologia possuem um múltiplo Receita / Funcionário muito maior do que as outras companhias do mundo.
O WhatsApp possuía 900 milhões de usuários com apenas 50 engenheiros e foi vendido ao Facebook por US$ 19 bilhões.
Haverá uma intensificação na desigualdade intelectual, também.
Pessoas com acesso a mais informação e maior capacidade de processamento delas possuirão vantagem competitiva muito sólida.
Um dos discursos empresariais que mais assustaram o mercado foi, sem dúvidas, o de Jeff Bezos.
É inegável que o CEO da Amazon vê o futuro dos negócios com mais clareza do que a maioria das pessoas.
Sabendo disso, quando lhe perguntaram sobre a destruição dos empregos e suas implicações para a sociedade, ele sugeriu que deveríamos considerar a adoção de um salário mínimo universal.
Isso é extremamente preocupante, visto que uma das pessoas mais “próximas” do futuro enxergou o futuro do trabalho.
E é um futuro que não envolve empregos que sustentam a força de trabalho atual. Bezos diz isso pois viu em seus armazéns o que as máquinas e os robôs são capazes de fazer.
Essas foram as 10 tendências identificadas por David Perrel . O autor ainda aconselha a focar em cinco principais indústrias: energia, educação, habitação, saúde e transporte.
O custo de todos esses setores está crescendo a taxas maiores do que a inflação, há anos, o que significa que há uma grande demanda de interessados dispostos a pagar mais dinheiro por novas soluções que resolvam suas dores.
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