O índice de inadimplência aumentou consideravelmente este ano e, uma das principais causas são os reflexos da pandemia, como a crise financeira que tem afetado praticamente todos os setores.
De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), até o mês de agosto o percentual de endividamento no país chegou à 67,5%. Essa situação traz muitos problemas ao consumidor que, em alguns casos, optam por fazer empréstimos para quitar as dívidas.
Então, se você está nessa situação analise conosco se essa é a melhor decisão para sair do vermelho, e veja algumas dicas para te ajudar a se planejar para o próximo ano que se aproxima. E por falar em planejamento, essa é a nossa primeira orientação para você!
Registre suas contas: reúna todas as informações que possui sobre seus gastos pessoais e familiares mensais, para identificar o que deve ser prioridade.
Isso te ajudará a se organizar e descobrir quais contas precisam ser pagas com urgência para não se acumularem e acabar virando uma bola de neve. Feito isso, anote outras despesas que podem ser consideradas úteis e as desnecessárias também;
Pagamentos: depois disso, você irá efetuar o pagamento dos débitos, dando prioridade aqueles que possuem taxas de juros maiores e que são responsáveis por transformarem uma conta em uma dívida.
Vale lembrar que você já deve ter começado a receber as famosas ligações de cobrança, pois, saiba que apesar de estar devendo, também possui certos direitos, como:
- As restrições não podem ultrapassar cinco anos e, depois disso, as cobranças devem ser amigáveis. O credor não poderá manter seu nome nos órgãos de proteção ao crédito;
- Você tem direito à acompanhar as informações relativas ao seu consumo, além de ter acesso ao contrato que foi assinado;
- É proibida a exposição, constrangimento ou ameaça ao devedor;
- Estão proibidas as ligações de cobrança que forem realizadas fora do horário comercial.
Quando pedir um empréstimo?
Depois de fazer seu planejamento e identificar para onde vai seu dinheiro, você poderá pedir um empréstimo, mas isso dependerá de como está a real situação de suas dívidas. Ele é uma boa alternativa se os juros cobrados pelos valores em atraso estão muito altos, como por exemplo, nas dívidas relacionadas à cartão de crédito.
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Outra situação que motiva o empréstimo é a urgência em retirar a negativação de seu nome.
Mesmo parecendo que você estará apenas trocando de dívida, isso poderá te ajudar a economizar através da negociação para pagamento à vista e dos menores juros cobrados no empréstimo.
O que considerar para pedir o empréstimo?
A urgência em conseguir dinheiro pode atrapalhar a análise de como está sua situação. Então, se você se planejou e decidiu pedir um empréstimo, analise as linhas de crédito disponíveis no mercado, principalmente aquelas que aparentam estar mais facilitadas devido à pandemia.
Dentre elas estão: o crédito pessoal que está disponível até mesmo para negativados, além do refinanciamento de imóvel ou veículo ou a penhora de bens. Essas opções são disponibilizadas atualmente pelo Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Se atente aos juros, encargos e veja se tem condição de arcar com uma nova despesa. Escolha sempre uma parcela que conseguirá pagar sem interferir no orçamento doméstico, e esteja atento à possíveis golpes de lugares ou pessoas que oferecem melhores condições de empréstimos e pagamentos.
Após o pagamento
Feito todos esses passos e efetivado seus pagamentos, os órgãos de proteção ao crédito tem cinco dias úteis para tirar a restrição de seu nome.
Se esse é o seu caso, o primeiro passo é entrar em contato com a empresa e avisar que é preciso efetivar a baixa de seu nome da lista de inadimplência.
Caso a empresa não faça, mesmo diante da solicitação, você pode buscar órgãos de defesa do consumidor – como o Procon, para fazer uma reclamação formal.
Outra questão que ocorre bastante é a negativação indevida, da mesma forma, a empresa precisa corrigir o erro e limpar seu nome de forma imediata, caso contrário você deve recorrer à Justiça, o que garantirá a retirada da negativação e uma compensação em dinheiro.
Por Samara Arruda
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