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Dólar tem maior alta mensal desde março

O dólar fechou em alta de mais de 1% ante o real na última sessão de agosto, mês de intensa pressão no câmbio devido a incertezas políticas e fiscais que mantiveram o real como a moeda relevante mais volátil do mundo.

O dólar subiu 1,20% nesta segunda-feira (31), cotado a R$ 5,4807, depois de cair 2,93% na sexta-feira (28), maior desvalorização diária desde o começo de junho.

Em agosto, o dólar subiu 5,02% – maior alta mensal desde os 15,92% de março passado. Em 2020, a moeda acumula alta de 36,58%.

A alta do dólar neste começo de semana esteve associada a um dia menos auspicioso no exterior, em que moedas emergentes e bolsas de valores se desvalorizaram, enquanto ativos seguros, como os Treasuries, ganharam terreno, conforme investidores deram uma pausa à espera de mais notícias que justifiquem o rali recente dos mercados.

No Brasil, o movimento do dólar permaneceu, ao longo do mês, relacionado à incerteza sobre o rumo das contas públicas – e assim deve continuar. Agosto foi marcado por ruídos entre a equipe econômica e alas do governo em defesa de mais gastos e flexibilização de regras fiscais.

Dados divulgados pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira mostraram que a dívida bruta brasileira, considerada a principal medida da saúde fiscal do país, subiu 10,7 pontos percentuais no ano até julho, ao patamar recorde de 86,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Também nesta segunda, a equipe econômica aumentou o deficit primário previsto para o governo central para R$ 233,6 bilhões de reais em seu projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do ano que vem encaminhado ao Congresso.

Bolsa de Valores

O Ibovespa, índice de referência da bolsa brasileira, a B3, fechou em queda nesta segunda-feira, com preocupações sobre a situação fiscal no país ainda minando o sentimento dos investidores, no começo de uma semana com agenda econômica de peso, incluindo a esperada definição de auxílio emergencial e desempenho do PIB brasileiro no segundo semestre.

O índice caiu 2,09%, a 100.006,95 pontos, encerrando agosto com declínio acumulado de 2,82%, primeira perda mensal desde março, conforme dados preliminares, que mostravam um giro financeiro de R$ 21,7 bilhões na sessão.

Investidores aguardam a definição do valor do auxílio emergencial, prevista no mercado para amanhã. A terça-feira também tem na pauta econômica o desempenho do PIB do país no segundo trimestre.

Fonte: Agência Brasil

Jorge Roberto Wrigt

Jornalista há 38 anos, atuando na redação de jornais impressos locais, colunista de TV em emissora de rádio, apresentador de programa de variedades em emissora de TV local e também redator de textos publicitários, na cidade de Teresópolis (RJ). Atualmente se dedica ao jornalismo digital, sendo parte da equipe do Jornal Contábil.

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