Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro. / Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Graças a inflação várias mercadorias têm passado por ajustes de valores, alimentos, combustíveis e serviços estão cada vez mais inacessíveis. Essa situação tem contribuído para a redução do poder aquisitivo da população.
Além da inflação, o aumento do preço da energia elétrica e fatores climáticos como a seca vão contribuir para elevar ainda mais os valores dos alimentos encontrados nos mercados.
Atualmente, a cesta básica tem atingido preços exorbitantes e têm consumido cerca de 65% da renda de quem recebe o piso salarial.
O aumento dos preços de alimentos como arroz, feijão e óleo têm prejudicado bastante as famílias de baixa renda. Muitos dos produtos mais básicos tem deixado de fazer parte do cotidiano da população.
Contudo, a previsão é de que a situação piore ainda mais. O Centro-Sul do país sofre com a falta de chuva desde o ano de 2020. Isso tem afetado gravemente as plantações e colheitas.
A crise hídrica vivida no Brasil também afeta as usinas hidroelétricas que estão abaixo do nível ideal para a produção de energia.
Devido a isto o governo recorre a termoelétricas que produzem energia, mas mais cara e também a importação de energia para abastecer o país.
Presentemente, a Aneel instaurou a bandeira Vermelha 2 e no ano de 2022 deverá entrar em vigor a “bandeira tarifária escassez hídrica” que prevê uma tarifa mais alta nas contas de energia elétrica da população.
Diante do cenário atual é esperado um aumento considerável nos custos dos alimentos como arroz, café, açúcar, carne, frango e ovos, leite, feijão e hortaliças.
Nos últimos 12 meses o arroz teve aumento de 39,8%. O alimento que faz parte da vida dos brasileiros poderá deixar de ser consumido graças ao seu alto custo.
O alimento tem sido exportado com o dólar desvalorizado, o que não tem contribuído para a vida do cidadão. No Rio Grande do Sul os reservatórios onde ficam guardados os alimentos colhidos estão bem abaixo do nível máximo, 70% da produção de arroz do país fica concentrada nesta região.
O custo da cesta básica também aumentou em mais de 13 Estados o levantamento da informação foi feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
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