INSS

Fugindo de golpe: por que manter seu benefício do INSS bloqueado pode ser a melhor decisão

Ao tentar contratar uma operação de crédito, muitos aposentados e pensionistas são surpreendidos com a informação de que o seu benefício previdenciário está bloqueado para empréstimos. 

À primeira vista, a situação gera alarmismo, sugerindo falhas no cadastro, problemas no sistema ou até mesmo a suspensão do pagamento mensal. No entanto, na grande maioria das vezes, esse travamento funciona como uma importante camada de proteção digital para evitar fraudes e a contratação indesejada de crédito consignado.

O bloqueio preventivo tem como objetivo central impedir que novos contratos sejam firmados sem o consentimento explícito do titular. Como o crédito consignado prevê o desconto direto na folha de pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fraudes desse tipo costumam ser difíceis de serem identificadas de imediato pelo segurado. 

Portanto, a restrição para empréstimos não significa que o direito de receber o benefício mensal foi interrompido; o dinheiro continua caindo normalmente na conta do segurado.

Distinção entre bloqueio e corte

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A principal armadilha para os segurados está em confundir o bloqueio para novas operações de crédito com a suspensão total do benefício previdenciário. Enquanto o primeiro limita apenas o acesso ao mercado financeiro, o segundo interrompe o sustento do cidadão. 

Para identificar se a situação é apenas uma medida de segurança ativa, o aposentado deve observar se os pagamentos mensais continuam regulares e se o travamento surge apenas no momento de simular um empréstimo, portabilidade ou refinanciamento.

Caso o cidadão queira, de fato, contratar uma linha de crédito, a reversão do bloqueio deve ser realizada obrigatoriamente pelos canais oficiais do governo. O procedimento exige o acesso ao aplicativo ou site Meu INSS por meio da conta Gov.br do próprio titular. Essa exigência burocrática assegura que a decisão partiu do segurado e não de um intermediário ou correspondente bancário mal-intencionado.

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Biometria facial e tentativas de fraude

Nos procedimentos mais recentes adotados pelo INSS, o processo de desbloqueio exige a validação por meio de biometria facial. Se o reconhecimento da face não for concluído de forma correta dentro do ambiente digital, o sistema não avança, travando a margem consignável. Essa barreira tecnológica impede que terceiros usem documentos falsos ou dados vazados para contrair dívidas em nome do aposentado.

Paralelamente, especialistas alertam para os riscos de abordagens agressivas por aplicativos de mensagens. Golpistas costumam utilizar a falsa promessa de liberação rápida de margem via WhatsApp, exigindo transferências por Pix ou o envio de senhas e códigos de segurança. Mensagens que solicitam desativar as funções de proteção do Meu INSS devem ser sumariamente ignoradas e denunciadas.

Consulta prévia aos canais oficiais

Antes de assinar qualquer contrato ou aceitar ofertas de crédito, a recomendação das autoridades previdenciárias é que o cidadão consulte o seu extrato de consignados diretamente na Central 135 ou pelos canais digitais do INSS. Essa verificação prévia ajuda a identificar eventuais descontos desconhecidos e protege o patrimônio do segurado.

Para os cidadãos que não possuem a intenção de contrair dívidas no momento, a orientação é manter o benefício permanentemente bloqueado para empréstimos. 

Diante do aumento das tentativas de golpes financeiros contra a população idosa, a trava virtual, que muitas vezes é vista como um obstáculo burocrático, consolida-se como uma ferramenta essencial de segurança e tranquilidade financeira.

Ana Luzia Rodrigues

Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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