O anestesista é um profissional que se apresenta em diversos procedimentos médicos, desde exames mais complexos até cirurgias de alta complexidade, portanto, como toda a atividade relativa à medicina existem riscos a ser computados, que são minorados através de atos anteriores ao próprio tratamento.
Antes do procedimento propriamente dito, o anestesista conhece o paciente, conversa sobre o como será realizada a anestesia, informa os riscos e preenche com o paciente a ficha de anamnese para registrar as informações.
Em determinados casos, pode solicitar exames e até a suspensão do uso de medicamentos que possam influir na eficácia da anestesia.
Dependendo dos casos, o paciente pode ser solicitado a assinar um termo de consentimento acerca dos riscos que envolvem determinada anestesia.
Documento irmão da ficha de anamnese é o prontuário, cujo preenchimento deve refletir todos os pedidos e conclusões da consulta pré-anestésica.
Pode se anotar, inclusive, a participação de profissional de enfermagem que tenha participado das explicações, para que além do documento escrito o profissional tenha uma testemunha, esta, importante assinar o documento.

O profissional deve ter anotado todas as vezes que atendeu o paciente antes e após a anestesia.
Relatar o que foi analisado e as respostas do paciente, para demonstrar que sempre esteve presente e se responsabilizou pelo atendimento.
Em determinados casos, o médico deve relatar que deixou seus contatos para qualquer emergência, anotando o nome do familiar que recebeu o contato. São pequenos pontos que demonstram o interesse e o cuidado do profissional
Como a medicina é uma ciência não exata, no qual muitos fatores influem no resultado de um procedimento, o preenchimento e a análise dos documentos, como a ficha de anamnese são fundamentais para se verificar a responsabilização de um profissional perante o Conselho de Medicina.
Na hipótese de um processo ético, com uma documentação robusta, pode-se defender o arquivamento sem a instauração do processo ético profissional.
A principal forma dos membros da comissão entenderem o fato ocorrido é via documentos, por isso do seu preenchimento detalhado para amparar um arquivamento.
Por Dr. Marcelo Campelo, Advogado especialista em direito empresarial
Nos siga no
Participe do nosso grupo no
Nos siga no
Google News
Participe do nosso grupo no
WhatsApp