Sempre que um novo ano se inicia, surge uma dúvida comum: como declarar Imposto de Renda?
Apelidado de Leão, o Imposto de Renda brasileiro existe desde 1922, mas ainda causa muitas dúvidas entre os contribuintes do país.
Se você é uma das pessoas que não sabe como declarar Imposto de Renda, está no lugar certo.
Neste artigo, vamos responder às principais questões sobre o tema, incluindo regras da declaração e como seus investimentos financeiros devem aparecer nela.
Acompanhe!
O que é Imposto de Renda?
Imposto de Renda é um tributo cobrado anualmente dos cidadãos brasileiros.
A base de cálculo é a renda que a pessoa teve no ano, ou seja, o dinheiro que ganhou através de seu trabalho ou outras fontes de receita.
O IR (sigla comumente usada para denominar o Imposto de Renda) é cobrado pela Receita Federal, órgão vinculado ao Ministério da Economia, que também fiscaliza se os pagamentos foram feitos de acordo com as regras estabelecidas.
Antes de entender como declarar Imposto de Renda, é importante que você saiba que nem todos os brasileiros são obrigados a pagá-lo.
Mais à frente, explicaremos melhor.
O cidadão apresenta todo ano à Receita Federal, até o fim do mês de abril, uma declaração na qual cita seus bens e informa os rendimentos e despesas que teve no ano anterior.
A declaração a ser apresentada até 30 de abril de 2020, por exemplo, o contribuinte deve preencher com informações sobre a renda que teve nos 12 meses de 2019.
Sobre esses números é aplicada uma alíquota para se chegar até o valor que deve ser pago ao governo.
Ele é calculado automaticamente pelo programa de computador disponibilizado pela Receita Federal para preencher e transmitir a declaração.
Vale lembrar que nem todas as despesas são tributáveis e que há uma série de possíveis deduções, além do imposto retido na fonte, que deve ser informado na declaração para ser subtraído do cálculo final.
Dependendo da sua situação, talvez você nem precise saber como declarar Imposto de Renda.
Isso porque, como avisamos antes, nem todos os brasileiros são obrigados a apresentar a declaração à Receita Federal.
A partir de agora, vamos trazer alguns tópicos que vão ajudar você a entender melhor quem deve ou não declarar o IR.
O governo ainda não divulgou as regras de obrigatoriedade que valerão para a declaração do Imposto de Renda 2020.
Mas é provável que não fuja muito do que valeu em 2019, quando o cidadão que se encaixava em pelo menos um dos critérios abaixo, relativos aos bens e atividades do ano de 2018, foi obrigado a declarar o IR.
As informações da tabela foram retiradas do site da Receita Federal:
Critérios | Condições |
Renda | Recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma anual foi superior a R$ 28.559,70.Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00. |
Ganho de capital e operações em bolsa de valores | Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. |
Atividade rural | Obteve receita bruta anual em valor superior a R$ 142.798,50.Pretenda compensar, no ano-calendário de 2018 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2018. |
Bens e direitos | Teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2018, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00. |
Condição de residente no Brasil | Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição se encontrava em 31 de dezembro de 2018. |
Agora, veja quais as pessoas que não precisam declarar o IR, segundo os critérios que valeram em 2019 e que, provavelmente, serão repetidos em 2020:
Para saber como declarar Imposto de Renda, é preciso entender a tabela de alíquotas.
Com ela, o contribuinte vê em qual faixa se enquadra e, a partir daí, sabe qual percentual deve ser aplicado sobre a sua renda anual para calcular o valor a ser pago à Receita Federal.
O último reajuste da tabela ocorreu em 2015.
Por isso, muitos a consideram defasada e pedem uma atualização, que pode ocorrer para a declaração de 2020.
A tabela utilizada nos últimos anos é a seguinte:
Base de cálculo (R$) | Alíquota (%) | Parcela a deduzir do IRPF (R$) |
Até 1.903,98 | – | – |
De 1.903,99 até 2.826,65 | 7,5 | 142,80 |
De 2.826,66 até 3.751,05 | 15 | 354,80 |
De 3.751,06 até 4.664,68 | 22,5 | 636,13 |
Acima de 4.664,68 | 27,5 | 869,36 |
Agora, chegou a hora de explicar como declarar Imposto de Renda na prática.
Ou seja, quais os passos que o contribuinte deve seguir para não cair nas garras do Leão.
Fique ligado!
Antes de começar, convém explicar uma dúvida comum: devo escolher entre a declaração simplificada ou completa?
A nossa dica é preencher a declaração com todos os detalhes, não deixando nada de fora, é claro. Assim, apenas no final, escolha entre os dois modelos.
Isso porque a resposta para a questão vai depender da quantidade de deduções – gastos com dependentes e plano de saúde, por exemplo -, que diminuem o valor final do tributo a ser pago.
O que caracteriza o modelo simplificado é que ele aplica um desconto padrão de 20% sobre a base de cálculo – desconto que pode ser usado por qualquer contribuinte, mas fica limitado ao teto de R$ 16.754,34.
Desse modo, se a soma das deduções for superior a esse teto, a melhor opção é pelo modelo completo, pois assim a “mordida” do Leão será menor.
Se você procurou por um artigo que explica como declarar Imposto de Renda, é sinal que não tem grande familiaridade com assunto.
Então, redobre a atenção para não cometer nenhum erro e acabar caindo na malha fina, ficando sujeito a multas.
O ideal é adquirir o costume de registrar mensalmente em uma planilha as suas receitas, os gastos, os rendimentos de investimentos, os bens adquiridos e outras informações importantes para a declaração do IR.
Organize também os documentos, sejam eles físicos ou virtuais, necessários para comprovar determinadas informações.
Assim, na hora de preencher a declaração, fica tudo muito mais fácil.
Se mesmo assim achar complicado, considere a contratação dos serviços de um contador.
A Receita Federal ainda não divulgou as regras para o Imposto de Renda 2020.
Mas fique atento, pois é possível que a tabela de alíquotas seja atualizada.
Confira a seguir um compilado com algumas das principais perguntas feitas por quem quer entender como declarar Imposto de Renda.
A diferença entre declarar o IR pela primeira vez e já ter declarado outras vezes é que o contribuinte não terá o arquivo para puxar as informações preenchidas no ano anterior.
Então, você terá de baixar o programa do exercício em questão e seguir todos os passos que explicamos no tópico “Como Declarar Imposto de Renda Simplificado Passo a Passo”.
O contribuinte precisa declarar todos os rendimentos que teve no ano anterior (mesmo os isentos de tributação), bens móveis e imóveis, saldo em conta corrente e outras aplicações financeiras, ganhos com venda de imóveis e gastos com dependentes, plano de saúde, educação e previdência.
Quem se encaixa nos critérios de obrigatoriedade, mas não apresentar o IR, pode ter de pagar multa por atraso ou, na pior das hipóteses, ser processado e investigado por crime de sonegação fiscal. Portanto, nem pense nessa hipótese.
Enquanto a pendência não for resolvida, o cidadão também fica impedido de prestar concurso público, pegar empréstimo, tirar ou renovar passaporte, abrir conta em banco e outros serviços.
É simples: na aba “Rendimentos Tributáveis Recebidos de PJ pelo Titular”, basta incluir mais de uma linha, inserindo o nome e o CNPJ da outra fonte pagadora.
O mesmo vale para quem trocou de emprego no meio do ano.
Existem vários tipos de investimentos, alguns isentos de IR e outros que são tributados.
Para saber mais, acesse o artigo Imposto de Renda Sobre Investimentos: Como Declarar Suas Aplicações de nosso blog.
Lá, citamos quais tipos de investimentos devem ser declarados.
No caso específico de ações, também temos um artigo especial sobre o assunto no blog.
Acesse: Como Declarar Ações no Imposto de Renda.
É quando o cidadão já contribuiu com a Receita Federal com um desconto imediato no dinheiro recebido da fonte pagadora.
O exemplo mais comum é o do percentual sobre o salário de carteira assinada que é retido.
Na declaração, esses descontos devem ser informados para que o trabalhador não seja cobrado duas vezes.
O minuto final para apresentar a declaração é às 23h59 do dia 30 de abril. Depois disso, se o contribuinte não a enviou para a Receita Federal, está em atraso.
O processo para resolver a pendência é o mesmo da declaração normal.
A diferença é que será calculada uma multa, que em 2019 foi de R$ 165,74 2019 para quem não precisou pagar imposto, mas teve que declarar e de 1% ao mês sobre o imposto devido (mais correção monetária pela taxa Selic), limitada a 20% do total.
No caso de declaração entregue no prazo, mas com erro, ela pode ser retificada a partir do dia 1º de maio sem cobrança de multa, a não ser que ocorra uma diferença no IR a pagar.
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Conteúdo original Rico.com.vc
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