Categories: CLTDestaques

Lei da terceirização sancionada há uma semana será alterada pela reforma trabalhista

Relator da reforma trabalhista na Câmara, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) pretende incluir a definição do que é terceirização e algumas salvaguardas aos trabalhadores no substitutivo que vai apresentar na próxima quarta-feira (12). Marinho, que esteve em Curitiba nesta sexta-feira (7) participando de uma audiência pública promovida pelo G7, grupo formado pelas maiores instituições do setor produtivo do Paraná, afirmou que definiu com o governo de Michel Temer a menção ao tema no seu relatório nesta semana.

O governo chegou a divulgar que poderia redigir uma medida provisória sobre o assunto. Nesta semana, o presidente classificou a lei como uma coisa “singela”, mas disse que poderia haver ajustes se necessário.

O relatório de Marinho vai assegurar alguns direitos dos trabalhadores que, apesar de já estarem contidos na CLT e na Constituição, vão evitar a distinção nas condições de trabalho entre o funcionário terceirizado e outros contratados pela mesma empresa. O deputado também vai propor alguns mecanismos de quarentena, para evitar que empresários possam demitir uma parte da sua força de trabalho e recontratar como terceirizados, num prazo de 12 a 18 meses. “É importante dizer que a distinção entre atividade-meio e atividade-fim só existe no Brasil. É uma discussão anacrônica, atrasada, que não deveria nem estar acontecendo”, afirma.

Para ele, a inclusão destes pontos na reforma trabalhista já arremata a questão, garantindo salvaguardas e delimitando alguns pontos para evitar judicializações. “A lei das terceirizações é um enorme avanço na questão trabalhista porque você está tratando de 13 milhões de trabalhadores que precisavam dessa segurança jurídica e, certamente, o ambiente vai ficar mais adequado daqui por diante”, diz.

Terceirização: mais debate e foco na especialização

O vice-presidente da Fiep José Eugênio Gizzi, diz que a aprovação da lei era necessária principalmente para a segurança jurídica, por causa da discussão sobre atividade-fim.

Para ele, a lei já traz os padrões da terceirização. “Claro, pode o governo federal editar decreto fixando algumas situações que não estejam reguladas dentro da própria lei”, avalia. “A gente não deseja a banalização da terceirização. Para nós, é sinônimo de especialização, o que também é muito favorável ao trabalhador, na medida em que ele vai poder, sim, ter uma renda melhor.”

Já o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Gláucio José Geara, vê o cenário com mais cautela. Para ele, faltou debate e a lei foi aprovada em um momento no qual o presidente estava acuado. “Foi muita apressada essa aprovação e hoje já se questiona a lei no judiciário. Vamos aguardar a decisão da Justiça”, diz.

Via Gazeta do Povo

Ricardo

Redação Jornal Contábil

Recent Posts

Síndicos e condomínios precisam declarar Imposto de Renda?

O período de envio das declarações de imposto de renda 2025 ainda nem começou. Mas…

23 minutos ago

Como escritórios contábeis podem conquistar mais clientes e otimizar a eficiência na temporada do IR 2025?

A temporada do Imposto de Renda (IR) é um período crucial para escritórios contábeis, representando…

41 minutos ago

Como Escolher os Melhores Nichos para Elevar a Receita de Empresas Contábeis

Em um mercado saturado, a diferenciação é a chave para o sucesso. Empresas contábeis que…

54 minutos ago

Capital de Giro: 10 Erros que Você Não Pode Ignorar

A saúde financeira de uma empresa reside, em grande medida, na eficiente gestão do capital…

1 hora ago

Últimos ajustes para o consignado ao trabalhador do setor privado

O governo federal se prepara para lançar nos próximos dias uma nova modalidade de crédito…

2 horas ago

Pix por Aproximação entra em vigor nesta sexta-feira

O Pix, sistema de pagamento instantâneo do Brasil, tem se destacado pela sua rapidez e…

3 horas ago