Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foi registrada pela Receita Federal, na última quarta-feira (19), uma defasagem de 113,09% na correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Desde 2015 não vem acontecendo atualização dos valores da tabela sendo que a faixa de isenção ainda é de 1.903,98 por mês.
Quem possui renda menor vai pagar mais caro de IR de 2021. Existe uma explicação porque para isso acontecer, segundo o professor de Direito tributário do Ibmec, Daniel Zugman ao “InfoMoney”, ao não corrigir o aumento da isenção levando em conta a inflação, o governo aumenta indiretamente a carga tributária.
“Se uma pessoa recebe pouco menos de R$ 1.900 e seu salário foi reajustado pela inflação, esse contribuinte passa automaticamente para a primeira faixa de pagador. Com isso, começa a ser tributado, mesmo que não haja nenhum ganho real em avanço patrimonial”, disse Zugman.
A faixa de isenção do Imposto de Renda deveria atingir todos os contribuintes que recebem até R$ R$ 3.881,85 de renda mensal. Isso porque, a defasagem da tabela do Imposto de Renda atingiu 103,87% desde 1996, já considerando a inflação de 4,31% em 2019, segundo, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional).
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse em transmissão ao vivo em redes sociais, que pretende elevar a isenção do Imposto de Renda para todos que ganhem até R$ 3 mil por mês no próximo ano, depois de reiterar que não foi possível mexer na tabela do IR em 2020 devido aos impactos econômicos da pandemia de Covid-19.
“Vamos tentar pelo menos em 2022 passar para 3 mil”, e depois acrescentou, “Não conseguimos levar adiante a mudança da tabela do Imposto de Renda por causa da pandemia.”
Segundo o Sindifisco, cerca de 10 milhões de pessoas estão pagando a primeira alíquota do IR, quando com a tabela corrigida, deveriam estar na faixa de isenção. Veja abaixo como deveria ser a tabela de faixa de isenção do IR com correção da inflação desde 1996:
Faixa de isenção | Tabela atual | Tabela corrigida pela defasagem acumulada desde 1996 |
---|---|---|
Isento | R$ 1.903,98 | R$ 3.689,93 |
7,50% | R$ 2.826,65 | R$ 5.478,07 |
15% | R$ 3.751,05 | R$ 7.338,47 |
22% | R$ 4.664,68 | R$ 9.169,34 |
27,50% | Acima de R$ 4.664,68 | R$ 9.3169,34 |
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil
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