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Parlamentares querem prorrogar auxílio de R$ 300 por mais três meses

O Governo Federal está tendo dificuldades para definir a forma de como irá financiar o Renda Cidadã, que deverá substituir o Bolsa Família. Os congressistas apoiam a ideia de estender o estado de calamidade pública, que termina em 31 de dezembro de 2020.

O desejo é que o estado de calamidade pública seja ampliado por mais três meses.
Ao estender o estado de calamidade pública, será possível prorrogar por mais três meses o auxílio emergencial de R$ 300. Por outro lado, daria mais tempo ao governo de planejar melhor o Renda Cidadã.

Porém, o ministro da Economia, Paulo Guedes é contra a prorrogação do estado de calamidade pública.

Não é a primeira vez que deputados e senadores pensaram em estender o estado de calamidade pública, a ampliação já havia sido citada em debate da comissão mista, que analisa os gastos com o combate ao coronavírus, no começo deste mês. Apesar da resistência do governo, o plano tem se fortalecido entre os congressistas.

Vanderlan Cardoso (GO), vice-líder do PSD no Senado, que também integra a base aliada e a comissão da reforma tributária, disse que é a favor da prorrogação. Embora, ele saiba que o governo não pretende levar adiante a proposta.

“Eu acredito que vai se estender por pelo menos mais dois ou três meses, pelo menos no início do ano. Essa pandemia até o fim do ano não vai diminuir assim, e o decreto é o caminho”, disse o senador.

Auxílio emergencial até 2021?

Se depender do ministro Paulo Guedes, o auxílio emergencial termina em dezembro e não terá uma outra prorrogação. Entretanto o ministro defendeu a ideia de deixar uma brecha para acionar um novo orçamento de guerra. Essa seria uma alternativa caso houvesse uma nova onda de coronavírus no Brasil.

“Se a Covid voltar em 2021, é diferente. Mas é totalmente indesculpável usar uma doença para pedir estímulo artificial. Isso é uma fraude, é falso, é indesculpável, é má politica. É comprometer a futura geração por um ato covarde”, disse o ministro ao ser questionado sobre uma possível prorrogação.

Paulo Guedes também deixou bem claro que, o governo não pretende de maneira nenhuma prorrogar o estado de calamidade pública e tão pouco o auxílio emergencial.

“Não é nossa intenção, não é o que o presidente disse, não é o que o ministro quer de maneira alguma. Temos de ter responsabilidade pelo nosso Orçamento e mostrar que temos responsabilidade e força para pagar pela nossa própria guerra, e não deixar [a conta] para nossos filhos”, disse.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil

Jorge Roberto Wrigt

Jornalista há 38 anos, atuando na redação de jornais impressos locais, colunista de TV em emissora de rádio, apresentador de programa de variedades em emissora de TV local e também redator de textos publicitários, na cidade de Teresópolis (RJ). Atualmente se dedica ao jornalismo digital, sendo parte da equipe do Jornal Contábil.

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