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PIX: A importância da segurança na guerra de chaves entre instituições financeiras

No último 05 de outubro o PIX dará mais um importante passo e o Banco Central iniciará o registro das chaves de endereçamento aos interessados em receber e pagar pela nova modalidade.

Significa que os clientes de qualquer banco já poderão cadastrar uma chave (CPF, CNJP, e-mail ou celular) no banco que possui conta e, em novembro, realizar transações financeiras via celular.

Essas informações serão armazenadas em uma plataforma tecnológica desenvolvida e operada pelo BC – o Diretório Identificador de Contas Transacionais (DICT) que dispensará a necessidade de digitar os dados convencionais (agência, conta, CPF) usados hoje para fazer as operações.

Com o PIX, todas as transações serão realizadas através de um QR Code.  

O projeto é, sem sombra de dúvidas, uma inovação para o mercado financeiro e avançará o país em todos os setores de negócios.

No entanto, a vertente da segurança é o maior desafio do PIX, já que os hackers são incansáveis na tentativa de burlar sistemas e o setor financeiro é significantemente atrativo.

Porém, o Banco Central desenvolveu uma infraestrutura altamente sofisticada com uma riqueza de orientações que se seguidas à risca minimizarão consideravelmente a atuação de criminosos.

O que eu vejo hoje é um preparo maior das grandes instituições financeiras, que representam os participantes diretos, com uma maturidade tecnológica mais avançada.  

Esses bancos se movimentaram rapidamente, porque sabem que o PIX será uma oportunidade de negócio com potencial para gerar receita.

Afinal, muitos clientes e empresas detém conta em mais de um banco e já estamos vivenciando uma “guerra de chaves” para que esses passem a utilizar o PIX pelo banco X e não pelo Y.

Tanto que alguns bancos já abriram a opção de cadastro para estimular que o cliente registre logo a chave e essa instituição seja a primeira detentora dessa informação.

É uma sacada estratégica, mas o fato determinante na escolha da instituição será a segurança integrada ao sistema e as possibilidades de créditos que serão ofertados por esses bancos.

A segurança é, sem sombra de dúvida, o alicerce do PIX e o que norteará o ritmo à adesão das transações pelo novo sistema. 

Por isso, o Banco Central orienta o uso da tecnologia HSM (Hardware Security Module), hardwares que fazem a guarda, segurança e a rastreabilidade das senhas que direcionarão o acesso às chaves.

Afinal, não adianta dispor de sistemas de segurança complexos e deixar as senhas dos clientes vulneráveis a ataques.

Esse processo não é de responsabilidade do Banco Central e sim das instituições financeiras. 

Então, uma forma de fidelizar o cliente é mostrar o arsenal de segurança implantado no PIX e conquistar a confiança para que ele entenda o risco quase 0 nas transações do PIX. 

Eu até vejo essa preocupação pelos participantes diretos representados pelos grandes bancos, mas os indiretos, caracterizados por fintechs e cooperativas de crédito, ainda se movimentam de forma tímida.

Muitos se preocupam mais com a experiência do usuário no aplicativo do que com a própria segurança e aí está uma grande vulnerabilidade.

Uma opção para esse mercado é investir em serviços de segurança sob demanda, ou seja, que faturem só pelo que foi de fato utilizado.

Isso aumentará a segurança de seus clientes e é uma excelente opção considerando custo benefício. 

Um outro ponto que deve ser decisivo na escolha pela instituição que intermediará o PIX são os próprios serviços ofertados pelos bancos.

Como o pagamento via PIX é imediato, a expectativa é que as instituições negociem com o cliente para que o valor pago, ou seja, que entrou na conta do comércio, seja debitado em uma data futura ou até parcelado, com juros baixos, para que o cliente seja atraído a movimentar o PIX pela tal instituição.

As empresas também poderão explorar o PIX como oportunidade de negócio, cedendo descontos e promoções, já que a liquidez será imediata. 

Enfim, o PIX trará para a população uma gama de benefícios, inclusive, a expectativa de queda nos preços de produtos e taxas menores ofertadas pelo setor financeiro.

Culturalmente, somos receosos em usufruir da tecnologia, mas o Auxílio Emergencial do governo quebrou esse paradigma e já aproximou muitos brasileiros ao formato eletrônico de pagamento.

Os riscos sempre existirão, mas as vantagens impulsionadas pelos sistemas são muito maiores.

Não podemos deixar de evoluir por conta dos riscos.

Muito pelo contrário.

Temos que crescer tanto, com tecnologias de segurança e inovações que deixem esses riscos aquém das nossas soluções.

O receio não pode ser de evoluir, mas sim de continuar com processos arcaicos que emperrem o nosso crescimento. 

Marco Zanini – CEO da DINAMO Networks 

Gabriel Dau

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, atualmente trabalha como Redator do Jornal Contábil sendo responsável pela elaboração e desenvolvimento de conteúdos.

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