A proposta que criava cotas extras do seguro-desemprego foi barrada pelo governo. O governo conseguiu evitar a derrota no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), onde a proposta das centrais sindicais que pretendia permitir mais duas parcelas extras do benefício para os trabalhadores demitidos no período de crise devido a pandemia acabou sendo rejeitada.
O Codefat é um órgão deliberativo ligado ao Ministério da Economia e que tem participação de governo, empresários e trabalhadores.
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador o órgão responsável pela analise das regras do seguro-desemprego possui seis representantes do governo, seis representantes dos trabalhadores e mais seis representantes dos empresários.
No mês de junho os representantes dos trabalhadores apresentaram a sugestão de ampliar o período em que uma pessoa demitida sem justa causa teria direito ao benefício.
Através da medida barrada, seriam criadas extraordinariamente duas parcelas adicionais para quem teve o contrato de trabalho rescindido entre os dias 20 de março a 31 de dezembro.
Se fosse aprovada, a medida iria beneficiar cerca de 2,76 milhões de trabalhadores e teria um custo próximo aos R$ 7,3 bilhões.
Pela proposta rejeitada pelo Codefat, segurados demitidos entre 20 de março e 31 de julho de 2020 e que já receberam todas as parcelas a que tinham direito poderiam receber os extras.
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