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Será que você terá que devolver o Auxílio Emergencial de R$ 600?

Milhões de brasileiros estão sendo beneficiados com o Auxílio Emergencial. A missão do programa é auxiliar as pessoas que foram atingidas pela pandemia do novo coronavírus. Tendo como condição a exigência de não ter tido rendimentos acima de R$ 28.559,70.

Entretanto, poderá ocorrer uma mudança. Uma modificação na lei que deu origem ao auxílio de R$ 600, e R$ 1.200 (para mães solteiras) pode transformar os recursos recebidos em uma espécie de empréstimo.

Sendo assim, quem recebeu durante 2020 o superior ao limite de isenção ao Imposto de Renda (IR) terão que reembolsar em 2021 o valor do auxílio recebido, incluindo os seus dependentes.

Se a proposta da mudança for aprovada, a medida será valida para os beneficiários que conseguirem se recuperar ao longo do ano. A ideia, promovida pelo Senado, foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, atualmente sem partido.

Atualmente, as parcelas do Auxílio Emergencial não fazem parte do cálculo da renda anual feita para a declaração na Receita Federal. Em 2021, isso deve mudar, e ser alterado já que não é atualizado desde 2015.

Devolução do dinheiro

O senador Esperidião Amim (PP-SC), que foi o relator que deu origem ao Auxílio Emergencial, diz que, existia um acordo para o Governo Federal aprovar duas alterações no texto. Essas constituiriam um critério mais legítimo para a análise de quem realmente teria direito às parcelas do auxílio.

Um dos critérios era quanto a exclusão das pessoas que tenham recebido, no ano de 2018, mais do que R$ 28.559,70. O critério excluía do grupo de beneficiários as pessoas que tinham certa renda há dois anos, mas que na atualidade necessitam do auxílio do governo diante da crise.

Segundo Amim, o governo não teria cumprido o combinado e concedeu apenas a parte que lhe interessava. Sob o poder de veto, Bolsonaro permaneceu com o critério que excluía pessoas com boa renda em 2018.

Entretanto, o presidente sancionou o parâmetro que solicita a devolução do dinheiro daqueles que conseguiram recuperar a renda em 2020.

Para os profissionais especialistas em direito tributário declararam que o texto legal é ruim, já que a modificação na lei, a pessoa que finalizar o ano de 2020 com renda acima do limite de isenção, irá dever o Imposto de Renda maior do que a quantia total do auxílio recebido.

Já a Receita Federal informa que ainda “está em estudo como a medida será operacionalizada”.
De acordo com o senador Esperidião Amin, a responsabilidade da redação do artigo que estabelece a devolução é dos técnicos da equipe econômica do governo.

Jorge Roberto Wrigt

Jornalista há 38 anos, atuando na redação de jornais impressos locais, colunista de TV em emissora de rádio, apresentador de programa de variedades em emissora de TV local e também redator de textos publicitários, na cidade de Teresópolis (RJ). Atualmente se dedica ao jornalismo digital, sendo parte da equipe do Jornal Contábil.

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