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A contabilidade ganhou um papel estratégico no Terceiro Setor, impulsionada pela exigência crescente por transparência e responsabilidade social. Para conquistar a confiança de doadores, parceiros e da sociedade, as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) têm focado no aprimoramento da gestão financeira como pilar de credibilidade.
A complexidade das normas e regulamentações específicas para o Terceiro Setor, aliada à necessidade de prestar contas de forma clara e eficiente, impulsiona a demanda por profissionais da contabilidade especializados nesse segmento.
A vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS), Fabiana Ourique, destaca que “a contabilidade no Terceiro Setor oferece uma grande oportunidade para os profissionais da área contábil”.
Segundo Ourique, a contabilidade vai além do mero registro de transações financeiras. Ela se torna uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento das OSCs, permitindo um acompanhamento responsável da aplicação dos recursos, contribuindo para a avaliação de políticas públicas e, consequentemente, para a sustentabilidade das organizações.
“Dentro desta perspectiva, uma organização do Terceiro Setor pode melhorar em muito o seu desempenho e depender cada vez menos de doações. Essa instituição pode igualmente ter uma renda mais estável, possibilitando, deste modo, gerir melhor as suas atividades e continuar servindo à sociedade”, explica.
A busca por uma gestão profissional é um fator que deve ganhar ainda mais relevância no segundo semestre de 2026. Com financiadores e órgãos públicos adotando critérios cada vez mais rigorosos de governança, cresce a necessidade de processos internos estruturados junto às estruturas contábeis.
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Em pleno 2026, muitas organizações ainda enfrentam sérias dificuldades relacionadas ao planejamento financeiro e à organização das contas, fatores que impactam diretamente na execução das atividades cotidianas. O erro mais comum é o foco excessivo apenas na execução do projeto operacional, deixando a gestão financeira em segundo plano.
Essa negligência administrativa costuma gerar problemas graves na prestação de contas, atrasos no cumprimento de obrigações fiscais e até mesmo o risco de perda de parcerias estratégicas, bloqueios judiciais e o travamento de novos recursos financeiros.
A crescente profissionalização da gestão no Terceiro Setor também reflete uma mudança de paradigma. Se antes a contabilidade era vista como uma obrigação burocrática, hoje ela é reconhecida como um pilar fundamental para a tomada de decisões estratégicas e para a demonstração de impacto social.
A transparência na gestão financeira, facilitada por uma contabilidade bem estruturada, fortalece a confiança dos stakeholders e atrai mais apoio para as causas defendidas pelas OSCs.
Em um contexto de desafios como a complexidade tributária e a necessidade de incorporar práticas de sustentabilidade (ESG), o profissional da contabilidade no Terceiro Setor se torna um agente essencial para garantir a saúde financeira e a perenidade das organizações que desempenham um papel crucial na sociedade brasileira.
A expertise contábil contribui não apenas para o cumprimento das exigências legais, mas também para a otimização de recursos e a maximização do impacto social das ações desenvolvidas.
Com informações do Jornal do Comércio
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