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Durante este período marcado pela pandemia da Covid-19 e crise econômica, muitas pessoas foram demitidas do emprego ou passaram a trabalhar no sistema de home office, que proporciona maior conforto.
Porém, parte do custo que o empresário tinha para manter o funcionário dentro da empresa agora se inverte e passa para o colaborador.
Com isso, o maior tempo que o funcionário passa trabalhando em casa pode aumentar os gastos relativos à energia elétrica, internet, telefone e alimentação. “As principais despesas das pessoas inverteram-se.
As de mercado estão aumentando, enquanto de combustível e transporte estão caindo, sendo necessário entender primeiramente o que passou a se consumir mais neste período”, explica Augusto Santa Catharina, assessor de investimentos da Messem Investimentos.
Segundo ele, é necessário ser mais analítico neste momento, para entender quais despesas passaram a representar mais no orçamento.
“Com a maioria dos lugares fechados em razão da quarentena, os momentos de lazer tendem a acontecer na maior parte dentro de casa.
A dica é você trocar um custo fixo muito alto por um menor, como migrar de uma assinatura de TV a cabo para um serviço de streaming, por exemplo”.
O importante durante o home office, de acordo com Santa Catharina, é pensar em como ser mais produtivo com um custo menor, principalmente tentando renegociar preços, como de internet e telefone, já que houve uma redução no custo externo de deslocamento.
“Quanto mais previsível o orçamento, melhor”, pontua.
Além disso, o especialista destaca a importância de que haja uma reserva emergencial. “O formato de trabalho é que irá definir como será guardado o dinheiro.
Para o trabalhador autônomo, a dica é pensar em 12 meses de reserva; para um funcionário público ou da iniciativa privada, que tenha mais previsibilidade, já é possível pensar em seis meses”, recomenda.
Santa Catharina também alertou ser necessário, neste momento, que as famílias avaliem todo produto ou bem que estejam gerando custos, mesmo parados e não utilizados, como o automóvel, com despesas como seguro e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Por Messem Investimentos Criada em 2007, em Caxias do Sul (RS), a empresa é, hoje, o maior escritório de investimentos do Brasil, com 15 mil clientes e mais de sete bilhões de reais sob sua administração.
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