Mesmo diante da aceleração digital e do crescimento dos ambientes digitais, não são poucos os que ainda preferem fazer suas compras com dinheiro físico. No máximo, com cartões ou pagamento de boletos direto na conta. Entre os motivos para isso estão a própria desconfiança em relação às ferramentas tecnológicas (ainda presente em diversas pessoas) e o fato de não “pegar” o dinheiro. Trata-se de uma experiência bem diferente daquela à qual as pessoas estavam acostumadas.
Porém, pode sentir o dinheiro não faz com que o papel ofereça mais segurança do que as criptomoedas. Na verdade, é justamente o contrário. Por contarem com o apoio da tecnologia, elas são transacionadas de forma mais transparente e com mais proteção. Não à toa, apenas 0,15% de todo o volume transacionado em moedas digitais ao longo de 2021 esteve relacionado a atividades ilícitas, segundo a pesquisa 2022 Crypto Crime Report, da Chainalysis. Ou seja, a escolha de quem quer fazer algo errado é justamente pelo dinheiro físico. Confira cinco motivos que mostram por que os criptoativos são mais seguros:
As criptomoedas, como o próprio nome sugere, são resguardadas por uma criptografia que torna quase impossível a alteração da informação digital. Isso é possível graças à tecnologia blockchain. Com ele, o ativo é dividido em diversos blocos, cada um deles protegido por complexos códigos matemáticos. Assim, mesmo que algum hacker consiga acessar uma parte, não vai ter todo o dado digital para alterar o que for. Diferente, por exemplo, de uma nota falsa que pode ser passada para você. Não dá para dividi-la e diminuir o prejuízo.
Qualquer transação realizada com criptoativos possui a característica peer-to-peer. Ou seja, a informação vai de ponto a ponto, sem intermediário no caminho. Além de ser mais ágil e rápido, uma vez que o valor sai de uma conta a outra em questão de segundos, o usuário não precisa autorizar a transferência com a disponibilidade de dados financeiros sensíveis, como número de conta ou até uso de senhas pessoais que podem ser clonadas em diferentes formas nos canais digitais e físicos.
Outra vantagem importante do modelo ponto a ponto é o risco zero de estorno e chargeback com transações consideradas suspeitas. Quem nunca desconfiou de uma compra na fatura do cartão de crédito e ligou na operadora para cancelar e ter o dinheiro de volta, não é mesmo? Pois bem, nesse caso o prejuízo é da empresa que ficou sem receber. As transações das criptomoedas são instantâneas tanto para quem está pagando quanto para quem recebendo. Uma rápida visualizada no smartphone é suficiente para checar a veracidade.
Infelizmente, um país como o Brasil ainda convive com a criminalidade alta, principalmente nos grandes centros. Andar com a carteira no bolso numa rua de compras movimentada é correr um grande risco de ser furtado ou assaltado, ficando sem cartões, dinheiro e documentos. No caso das criptomoedas, como é praticamente impossível hackear os dados no blockchain, a possibilidade de roubo também é mínima. Assim, independentemente do que ocorra no mundo “real”, seus ativos seguem protegidos no ambiente digital.
Mesmo num cenário em que hackers consigam alterar qualquer informação digital na cadeia de blocos das criptomoedas, há outra vantagem que o dinheiro físico pouco oferece: o rastreamento. É possível monitorar cada passo da jornada da criptomoeda na web, desde sua criação até a chegada ao destino final em qualquer transação. Assim, é possível saber onde e como ocorreu essa mudança. Já o dinheiro físico, sobretudo em cédulas, é praticamente impossível de ser rastreado. Uma vez que ocorreu o roubo, há pouco a ser feito. É por isso que a tecnologia blockchain é uma das principais aliadas de investigadores e da justiça para combater o crime de lavagem de dinheiro.
Por Rubens Neinstein, Business Manager da CoinPayments, a primeira e maior processadora de pagamentos em criptomoedas do mundo.
Primeira e maior processadora de pagamentos em criptomoedas do mundo, a CoinPayments é a forma mais fácil, rápida e segura para os empresários transacionarem em criptomoedas.
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