A simplificação do Comércio Exterior

Em estágio de retomada devido ao impacto da pandemia de Covid-19, o cenário mundial de Comércio Exterior encontra no Brasil uma grande oportunidade de se responder à alta demanda e conquistar ganhos promissores para o meio.

Segundo dados divulgados em abril, pela Secretária de Comércio Exterior (Secex), a corrente de comércio, como soma das exportações e importações, teve um crescimento de 20,6% no primeiro trimestre de 2021.

Apesar do otimismo, algumas questões são imperativas para que as empresas brasileiras potencializem suas operações.

Entre os tópicos que pautam a lista de preocupações dos gestores, não há como fugir do excesso de burocracia como um problema histórico para o Comex.

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Nesse sentido, iniciativas que visam reduzir tempo, custos e processos desnecessários têm sido recorrentes por parte dos órgãos governamentais.

Porém, isso não significa que as companhias devem permanecer paradas e esperar que as autoridades responsáveis se movimentem.

Hoje, a simplificação é uma via praticamente obrigatória para que as operações não caiam em uma lentidão prejudicial.

Processos simplificados beneficiam competitividade

Felizmente, o Brasil tem avançado no que diz respeito à simplificação do Comércio Exterior.

A modernização tem se refletido em novas ferramentas e plataformas, com o intuito de facilitar a vida das companhias.

É inegável a contribuição da desburocratização para que o desenvolvimento econômico permaneça estimulado pelo Governo Federal, e não o contrário.

A implementação da DUIMP – Declaração Única de Importação – é um exemplo importante de que a urgência por mais praticidade nos processos não pode mais ser postergada.

Entretanto, a grande maioria dessas ações conversam com a Transformação Digital do Comex, o que nos leva à discussão sobre o papel dos gestores nesse contexto.

Como agir para que a simplificação, de fato, chegue a sua empresa?

É preciso abraçar a inovação

Com a finalidade de acompanhar o dinamismo do mercado e apresentar um nível satisfatório de produtividade, as empresas buscam por alternativas para readequar suas governanças de acordo com as demandas de hoje em dia.

Se apoiada única e exclusivamente em sistemas manuais de gerenciamento, é quase inconcebível que a companhia demonstre condições para absorver as medidas propostas pelo governo, de modo que o negócio como um todo saia beneficiado.

Além do tópico sobre adaptabilidade, trata-se de um assunto que se estende à saúde fiscal de uma organização pouco amadurecida digitalmente.

Sem expertise e o suporte tecnológico para cuidar do fluxo de informações, com prazos, exigências e obrigações que mudam a todo instante, é provável que falhas operacionais comprometam a integridade dos procedimentos.

O resultado pode ser a ocorrência de punições severas por parte da legislação.

Na prática, a simplificação de processos é um caminho que, à primeira vista, pode parecer se limitar à eficiência e otimização de etapas operacionais, mas seus efeitos possuem uma dimensão muito maior.

Com a automatização, o gestor sinaliza positivamente para uma nova era de assertividade e segurança fiscal, sem deixar a competitividade em segundo plano.

A tecnologia, sem dúvidas, cumpre uma função conciliadora, entre a empresa e o Governo Federal.

Para encerrar o artigo, destaco que a desburocratização tende a ser um elemento cada vez mais ofuscado por ações que priorizem a inovação.

Olhando para o futuro, as opções de inserir o componente tecnológico no cotidiano operacional são numerosas.

Com a mudança de mentalidade dos que detém o poder de decisão, será possível construir um cenário de comex brasileiro que atenda às demandas mundiais e, principalmente, favoreça o crescimento das empresas que movimentam o setor em nosso país!

Por: Nathalia Amorim é Especialista em Comércio Exterior na eCOMEX-NSI, com mais de 10 anos de mercado e atuação. Também é Fundadora da plataforma de inovação Comex na Prática.

Sobre a eCOMEX

Fundada em 1986, a NSI, agora eCOMEX, desenvolve aplicativos para otimização da gestão de processos de comércio exterior. Primeira empresa no Brasil a integrar seus aplicativos aos principais sistemas ERPs do mercado e a disponibilizar uma aplicação 100% WEB para gestão do comércio exterior. A companhia é integrante do Grupo Cassis, que conta com mais de 250 colaboradores e 3 mil clientes em todo o Brasil.

Gabriel Dau

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