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Auxílio Emergencial: poderá se tornar permanente?

Carlos Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, disse no dia 11 de maio, em transmissão ao vivo, que o Auxílio Emergencial poderia ser mantido após o final da pandemia do coronavírus.

Mas, a fala do secretário, parece ter causado um mal estar, tanto que o Ministério da Economia lançou uma nota para amenizar o que disse Carlos Costa.

“As despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública”, esclareceu o ministério. “O compromisso com o teto de gastos dá credibilidade e promove investimentos que criam empregos e faz com que o governo onere cada vez menos a sociedade”, diz a nota.

“Neste momento, o governo está preocupado em preservar vidas e a atividade econômica. Com medidas extraordinárias, foi possível socorrer os mais vulneráveis que perderam seu sustento. Essa crise trouxe, entretanto, uma oportunidade para avaliar a efetividade dos programas de transferência de renda e desenhar propostas de melhorias. Projetos para a reativação da economia estão em estudo e serão divulgados no momento oportuno”, finalizou a nota divulgada pela equipe do ministro Paulo Guedes.

Acontecerá ampliação dos benefícios

Em contrapartida, há no Ministério da Cidadania, um desejo de fazer umas mudanças no Bolsa Família ou que se estenda o Auxílio Emergencial. Esse desejo tem ficado bem mais forte pela equipe do ministro Onyx Lorenzoni.

Por outro lado, Paulo Guedes tem tido alguns contratempos, um deles tem sido com Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Social, que deseja a liberação de R$ 8 bilhões para obras públicas, ainda este ano.

Lembrando que o ministro do Desenvolvimento Social, tem um ótimo relacionamento com os parlamentares do chamado Centrão, que por sua vez, tem tido a atenção do presidente Jair Bolsonaro.

Mas, se está tão complicado para terminar de pagar a primeira parcela e iniciar o pagamento da segunda parcela do Auxílio de R$ 600, seria melhor pensar em resolver os problemas atuais do que querer em estender o benefício. Muitas pessoas estão passando por dificuldades, pois, imaginavam que iriam receber a segunda parcela em 27 de abril como foi prometido do começo e o que não aconteceu.

Até o momento o ministro Onyx Lorenzoni, não fez nenhum gesto que o calendário da segunda parcela do auxílio será divulgado ainda nesta semana.

Jorge Roberto Wrigt

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