Nova regra do Pix promete reduzir golpes em até 40%
Com a chegada do Pix no Brasil, mudou-se a forma de movimentar dinheiro. Mas com ele, trouxe junto um problema para o sistema bancário, manter o sistema seguro e livre de falhas.
Para conseguir manter o sistema, o Banco Central fortaleceu as regras e obrigou os bancos a adotarem proteções que já fazem parte do cotidiano de quem usa o sistema de pagamentos.
A diferença em relação ao passado é que as regras de segurança deixaram de depender exclusivamente da política de cada banco. O Banco Central passou a exigir padrões mínimos de segurança que precisam ser cumpridos por todos, o que afeta diretamente a forma como o usuário transfere dinheiro, cadastra um novo celular e tenta recuperar valores enviados em golpes.
Um dos bloqueios mais importantes surge quando a transação é feita em um aparelho não cadastrado. De acordo com a Instrução Normativa BCB nº 491/2024, o cliente pessoa física pode fazer Pix de até R$ 200 por transação e até R$ 1.000 por dia neste dispositivo não cadastrado.
O sistema precisa reconhecer o ambiente antes de liberar movimentações maiores, o que vale principalmente para quem trocou de celular ou está acessando a conta em um aparelho novo.
Outro mecanismo importante é o bloqueio cautelar, quando há suspeita de fraude, a instituição que recebeu o Pix pode reter os recursos por até 72 horas para analisar o caso com cuidado.
Esse bloqueio não é um cancelamento automático nem significa que o dinheiro sumiu. Funciona como um freio de emergência para evitar que valores suspeitos desapareçam rapidamente entre contas diferentes.
Além do dispositivo usado, o momento da transferência entra nessa equação. Pessoas físicas seguem com limite padrão de R$ 1.000 no período noturno, normalmente entre 20h e 6h.
A medida tenta proteger o cliente justamente no horário em que golpes e situações de coerção costumam acontecer com mais frequência. É o tipo de barreira que às vezes parece um incômodo, mas faz sentido quando se pensa em segurança bancária.
O sistema também ficou mais prático para quem precisa contestar uma fraude, desde 1º de outubro de 2025, o botão de contestação passou a ser obrigatório nos aplicativos das instituições participantes, permitindo ao cliente abrir o pedido diretamente pelo app em casos de golpe, coerção ou falha operacional ligada ao Pix.
A mudança veio com a evolução do Mecanismo Especial de Devolução e representa um avanço concreto para o usuário que precisa de uma resposta rápida.
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