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Caged: País cria 131 mil empregos registrados em maio

O mercado de trabalho formal no país gerou em maio um saldo de 131.811 postos de trabalho com carteira assinada. Esse saldo foi positivo nos cinco grupamentos de atividades econômicas e em 26 estados. No acumulado do ano, de janeiro a maio, foram gerados 1.088.955 postos de trabalho formais, e nos últimos 12 meses o total de vagas geradas chegou a 1.674.775. Com isso, o estoque total recuperado para o Caged no mês alcançou 46.606.230 postos de trabalho formais.

Os dados do Novo Caged de maio foram divulgados na tarde de quarta-feira (27) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que salientou a geração de 2.549.064 vagas de trabalho com carteira assinada nos 17 meses de governo.

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Impacto Regional e Setorial

Das 27 unidades da federação, houve crescimento em 26 – a exceção foi o Rio Grande do Sul, atingido por catástrofe climática nas últimas semanas. As enchentes resultaram na perda de 22.180 postos de trabalho no saldo de maio no estado.

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De acordo com o ministro Luiz Marinho, a expectativa é de que os meses de junho e julho ainda apresentem resultados negativos. As enchentes afetaram tanto o saldo médio nacional quanto o da Região Sul. “Vamos monitorar o Rio Grande do Sul. Nossa preocupação é com a retomada e recuperação do estado.

Acredito que quando começarem as obras de construção civil para recuperação e reconstrução, seja de habitação ou de equipamentos públicos, a tendência é a economia voltar a girar no estado e voltarmos a ter números positivos, talvez a partir de agosto, com divulgação em setembro”, destacou Marinho, reforçando que a crise climática no estado influenciou o resultado geral da Região Sul e nacional em maio. “Se o Sul tivesse mantido, o saldo estaria praticamente empatado com maio do ano passado.”

A distribuição regional dos postos de trabalho foi a seguinte:

  • Sudeste: +84.689 postos (+0,36%)
  • Nordeste: +31.742 postos (+0,41%)
  • Norte: +9.912 postos (+0,43%)
  • Centro-Oeste: +9.277 postos (+0,22%)
  • Sul: -9.824 postos (-0,11%, sendo -22.180 o resultado apenas no RS)

Destaque por Estados e Setores

A maior geração ocorreu em São Paulo, com saldo de 42.355 postos (+0,3%), destacando-se os setores de serviços (18.781) e agropecuária (14.476). Em seguida, Minas Gerais teve saldo positivo de 19.340 postos (+0,4%) e o Rio de Janeiro gerou 15.627 postos (+0,4%).

Por setores, em maio, a maior geração de postos de trabalho foi no setor de serviços, com saldo de 69.309 vagas, seguido por agropecuária, construção, indústria e comércio:

  • Serviços: +69.309 postos
  • Agropecuária: +19.836 postos
  • Indústria: +18.145 postos (principalmente na indústria de transformação, com +14.277 postos)
  • Construção: +18.149 postos
  • Comércio: +6.375 postos

No acumulado de janeiro a maio, o emprego ficou positivo em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas. O maior crescimento foi registrado no setor de serviços, com saldo de 623.920 postos formais, totalizando 57,3% dos empregos gerados no ano.

Destaque para as atividades de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que geraram 244.444 postos, e para as atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com geração de 230.689 postos formais.

O setor da indústria apresentou saldo de 209.575 postos de trabalho no ano, com destaque para a fabricação de produtos alimentícios (19.388) e fabricação de veículos automotores (19.267). A construção civil também foi um grande gerador de empregos, com saldo de 159.203 postos. A geração de vagas também foi positiva no comércio (50.374) e na agropecuária (45.888).

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Mercado de trabalho

O valor médio real de admissão em maio foi de R$2.132,64, mantendo estabilidade em relação ao valor de abril, que foi de R$2.135,94. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o ganho real foi de 3,0% (acima da inflação).

O mercado de trabalho brasileiro tem mostrado um desempenho positivo, com aceleração no crescimento da população ocupada. Esse aumento, especialmente evidente em março e abril, contribuiu para a redução da taxa de desemprego.

A nota “Desempenho Recente do Mercado de Trabalho”, divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na sexta-feira (21), aponta que a taxa de desocupação alcançou 6,8% em abril, marcando uma queda de 1,2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2023.

Os dados foram calculados pelo Instituto a partir da série trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os autores, o recuo da desocupação nos últimos meses se deve a uma aceleração no ritmo de criação de empregos no país. Após registrar uma taxa de crescimento interanual de 2,0% no trimestre móvel encerrado em janeiro, a população ocupada registrou taxa de expansão de 2,8% no trimestre móvel finalizado em abril.

Assim, após a mensalização do último trimestre, observa-se que em abril o contingente ajustado sazonalmente de trabalhadores na economia atingiu 102,1 milhões, o maior valor já estimado pelo IBGE.

A desagregação dos dados da população ocupada revela que a maioria dos novos empregos gerados está ocorrendo no mercado formal. Segundo a PNAD Contínua, nos últimos 12 meses, o número de trabalhadores com algum tipo de registro aumentou 4,4%, enquanto o crescimento de trabalhadores informais foi de apenas 1,0%.

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