Cartão de crédito: limitação no parcelamento sem juros podem render prejuízos

O Instituto Locomotiva, realizou uma pesquisa, que revelou um dado alarmante para a economia brasileira.

Conforme apurado com a pesquisa, cerca de 72% dos comerciantes brasileiros acreditam que teriam prejuízo em suas vendas se o número de parcelas sem juros no cartão de crédito fosse limitado.

A pesquisa foi realizada após o Banco Central apresentar possíveis mudanças em uma reunião com representantes do varejo, de bancos e do setor de cartões, no último dia 16 de outubro.

A pesquisa foi realizada com os comerciantes das cinco regiões do Brasil, formais e informais, com faturamento de até 5 milhões.

O Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, alerta para os impactos que o fim do parcelamento sem juros terá no consumo e nas vendas.

 “O parcelamento sem juros incentiva compras e o aumento do ticket médio de vendas, atraindo consumidores que preferem distribuir o pagamento ao longo de parcelas sem encargos adicionais. Quaisquer restrições a essa forma de pagamento terão enormes implicações no consumo de bens duráveis, por exemplo. Haveria um problema econômico de grandes proporções”, avalia.

Leia também: O Que É O Rotativo Do Cartão De Crédito? Governo Prevê Mudanças

Banco Central

Na reunião realizada pelo Banco Central, foi sugerida a possibilidade de fixar em 12 o número máximo de parcelas em uma compra sem juros com cartão.

Tadros acredita que muitos consumidores devem reconsiderar suas decisões de compra, podendo optar por adiar ou reduzir gastos caso isso ocorra.

“Isso pode resultar em uma diminuição da frequência de compra e uma redução nos volumes de transações para os comerciantes.”

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A pesquisa

A apuração do Instituto Locomotiva foi feita entre os dias 30 de agosto e 22 de setembro de 2023 com 800 comerciantes.

Foi encomendada pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços (Afrac), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Bia Montes

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