Como empregadores e funcionários foram afetados pela pandemia?

O ano de 2020 foi uma montanha-russa de emoções para todo mundo. As pessoas tiveram que mudar tudo em suas rotinas diárias para estarem seguras e proteger os outros, especialmente quando se trata de empregos.

As empresas entraram em trabalho remoto em menos de um mês, e muitas acabaram fechando as portas.

Para entender o verdadeiro impacto que a Covid-19 teve no mercado de trabalho, Indeed, o principal site de empregos do mundo, encomendou uma pesquisa ao Censuswide com mais de mil funcionários e 250 empregadores no Brasil para descobrir suas percepções e sentimentos sobre 2020 e a pandemia do coronavírus. 

O verdadeiro impacto na vida dos funcionários

De acordo com o estudo do Indeed, 25% dos entrevistados tiveram suas horas/salários reduzidos, 16% perderam seus empregos ou viram um membro da família ficar desempregado e 8% estão lutando para encontrar um novo emprego.

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Nesse ínterim, 16% receberam uma promoção ou aumento salarial e 14% conseguiram um novo emprego.

Quando questionados sobre o que teve o maior impacto nas suas circunstâncias pessoais em 2020, 41% das mulheres disseram que foram mais oportunidades de trabalhar de casa, enquanto apenas 36% dos homens consideram as oportunidades remotas como o maior impacto.

O aumento do tempo com a família foi o mais lembrado por todos os entrevistados, com 54% das pessoas mencionando isso, e um maior equilíbrio entre vida e trabalho foi uma das coisas mais importantes em 2020 para 38% dos entrevistados.

Para Felipe Calbucci, diretor de vendas do Indeed no Brasil, um dado interessante mostrado pela pesquisa foi que 11% dos entrevistados consideraram o aumento do voluntariado ou do trabalho comunitário o maior impacto em suas circunstâncias pessoais neste ano, especialmente entre mulheres e indivíduos entre as idades 35-44.

“A quarentena destacou vários problemas que sempre existiram em nossa sociedade, muitas vezes invisíveis para muitos. Esse período certamente fez com que as pessoas se sentissem mais solidárias e dispostas a doar tempo e recursos para outras pessoas”, disse.

Medidas governamentais

Governos em todo o mundo iniciaram ações para proteger as empresas e a população.

Embora 39,84% dos empregadores acreditem que precisam de mais visibilidade sobre os planos futuros, dadas as preocupações com a continuidade dos negócios e planos futuros de contratação/retenção de pessoal, para 44% dos empregadores entrevistados todas as decisões tomadas desde o início pelo governo foram eficazes na proteção das empresas.

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Apenas 9,56% gostariam que tivessem consultado mais empresas como a sua antes de implementar medidas de apoio.

Apenas 2,79% acreditam que o suporte dado não foi suficiente para proteger o seu negócio e que provavelmente terão que fechar o negócio.

Por outro lado, para os funcionários, 25% afirmam ter estabilidade no emprego e se beneficiaram do apoio dos empregadores, enquanto 11% estão ansiosos pela possibilidade de perder seu emprego e não sentem que há apoio governamental adequado para se proteger se isso acontecer.

Entre os que receberam benefícios e apoios financeiros do governo, 20% consideram que as medidas de apoio ao emprego e aos trabalhadores no país foram muito eficazes, enquanto 15% consideram que as medidas não foram suficientes.

Opiniões dos empregadores sobre sua força de trabalho em 2020

Quase todas as empresas entrevistadas, 93%, acreditam que, como empresa, tentaram apoiar os funcionários o máximo possível neste período desafiador, embora mais da metade delas, 57%, concordam que a pandemia os forçou a cortar os benefícios que ofereciam aos funcionários.

Para 55,38%, seus colaboradores realmente se uniram neste momento e ajudaram a empresa a superar a crise.

Ao falar em produtividade, 49% dos entrevistados acreditam que mesmo com todos os desafios, os funcionários não se distraíram e conseguiram chegar a 100% da produtividade.

“Na verdade, 63,75% dos empregadores concordam fortemente que em 2020 o trabalho de seus funcionários pareceu ser mais importante para eles do que nunca”, disse Calbucci.

“A maioria dos empregadores também concorda que seus funcionários estão motivados a desempenhar o melhor de suas habilidades em suas funções e a maioria, 87,25%, também concorda que seus funcionários estão motivados a ir além do que geralmente é esperado deles em suas funções”, ele afirma.

Gabriel Dau

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