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Críticas à política ambiental brasileira também afeta imagem das “empresas verdes”

O desmatamento e a falta de políticas claras de preservação do meio ambiente influenciam direta e indiretamente todas as áreas da economia de um país.

As críticas e os alertas dados por instituições de pesquisa, governos, ONGs e pela imprensa vem gerando um enorme desgaste na imagem das empresas, cidades, estados e países, criando um número de problemas sem precedentes.

As críticas crescentes recebidas pelo governo brasileiro em relação à Amazônia, vindas principalmente de instituições, organismos internacionais, fundos de investimentos e países europeus confirmam o interesse crescente, de pessoas e organizações em todo o mundo, sobre o tema.

Uma questão que afeta seriamente a reputação do país e preocupa os investidores, cada vez mais sensíveis às questões ambientais.

“Felizmente, as exigências são cada vez maiores. Já temos, por exemplo, uma série de fundos que não permitem, em seus estatutos, o investimento em empresas sem políticas e práticas comprovadas de governança ambiental.

Existe também uma guerra de narrativas, construídas a partir de interesses comerciais envolvendo os países com políticas mais protecionistas.

Por esse motivo, além das empresas precisarem se comprometer com o meio ambiente de uma forma clara e concreta, é preciso avaliar, com cautela, os eventuais exageros.

Ter responsabilidades ambiental e saber comunicar as ações, os benefícios e os pontos positivos são medidas fundamentais para atrair um número cada vez maior de investidores internacionais”, avalia Marcelo Siqueira, CEO da SUMAQ, startup de relações com investidores do Grupo e-Xyon Par.

Com duas décadas de atuação no mercado de Relações com Investidores (RI), Siqueira alerta que o mercado financeiro mantém vigilância sobre muitos pontos.

Assim, mesmo que uma empresa atue com excelência na preservação ambiental, se há uma atuação coletiva, da sociedade como um todo, que seja mal gerenciada ou comunicada da forma errada, os efeitos colaterais não são limitados a quem tem ou deveria ter responsabilidade sobre o assunto.

A questão afeta todos os envolvidos com aquela região, mesmo os que têm uma atuação considerada exemplar.

“A imagem negativa do Brasil vem afetando negativamente a todas as empresas do país, por mais que elas se esforcem para fazer a sua parte.

Não há compensação possível diante de ações, sejam reais ou falsas, que sejam percebidas como destrutivas ou de péssima gestão governamental.

Por este motivo é necessário que o debate público e, especialmente, o que se reporta ao exterior seja técnico e verdadeiro, sem recursos a falsos argumentos, imagens erradas, gráficos superficiais ou tendenciosos etc.

É preciso aprimorar os controles, cobrar providências e punir os responsáveis, mas também não é possível tolerar motivações políticas que de uma forma inconsequente e irresponsável nos coloque em uma posição de tamanha exposição, visto que cada um de nós, por mais simples e distante cidadão que seja, será duramente afetado por este tipo de mecanismo, mesmo sem que se perceba ou saiba”, orienta.

Relacionamento com investidores sempre pode melhorar

Marcelo Siqueira afirma que as boas relações com os investidores não é apenas uma exigência. É uma necessidade das companhias de buscar liquidez dos papéis no mercado de capitais.

Em suma, segundo Marcelo Siqueira, a qualidade do relacionamento se traduz em mais transparência, fluidez e abrangência das informações prestadas, além de que é necessário que sejam inteligíveis.

“É necessário informar regularmente, com uma linguagem simples e abordando os pontos que realmente são relevantes.

É importante lembrar que menos é mais quando se trata de informação pertinente.

Quem não quer informar, recorre a volumes de impossível digestão e de fácil ajuntamento, enquanto quem está comprometido com a informação de qualidade conhece as limitações de tempo que todos tem, e foca em dados úteis e transmitidos de forma objetiva.

Trabalhamos com tecnologia de marketing digital com vídeos distribuídos por nós para toda a comunidade de investidores globais, incluindo analistas, gestores de fundos e grandes nomes institucionais.

Auxiliamos nossos clientes com trabalhos consultivos e, por exemplo, produzimos textos traduzidos de forma objetivas e bem interpretada, para que o resultado seja de fácil compreensão e esteja íntegro em termos de conteúdo”, explica o CEO da startup SUMAQ.

Por Marcelo Siqueira, CEO da SUMAQ

Esther Vasconcelos

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