Dólar oscila nesta segunda-feira (6), em semana de dados de inflação e ata do Copom

O dólar apresenta variações nesta segunda-feira (6), em um dia tranquilo após a reação positiva dos mercados ao relatório de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll, no final da semana passada.

O início desta semana é marcado pela expectativa, à medida que os investidores aguardam os dados relativos à inflação no Brasil e a divulgação da ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), onde a decisão de redução da taxa básica de juros foi tomada.

Dólar

Às 9 horas, o dólar apresenta uma ligeira queda de 0,01%, sendo negociado a R$ 4,8946. Consulte as demais cotações.

Na última sexta-feira, a moeda dos Estados Unidos encerrou a sessão com uma desvalorização de 1,56%, fechando a R$ 4,8953. Com o desempenho de hoje, o dólar acumula as seguintes variações:

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-2,34% na semana;
-2,88% no mês;
-7,25% no ano.

Ibovespa

Nesta segunda-feira, o Ibovespa inicia suas operações a partir das 10 horas.

Na última sexta-feira, o índice encerrou o dia alcançando seu patamar mais elevado desde setembro, registrando um avanço de 2,70% e atingindo os 118.160 pontos. Com esse desempenho, o Ibovespa acumula as seguintes variações:

4,29% na semana;
4,43% no mês;
7,68% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

No cenário brasileiro, o dia teve início com os mercados operando de forma lateral. Os investidores estão ansiosos pelos próximos dados econômicos, com destaque para a divulgação da inflação oficial de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 10. Além disso, esta semana também trará a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que realizou mais um corte de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros do Brasil (Selic), a fixando em 12,25% ao ano. Esse foi o terceiro corte consecutivo promovido pela autoridade monetária.

O comunicado do Copom foi interpretado pelo nosso time de Economia como ligeiramente mais rígido, porém em consonância com a perspectiva de futuros cortes de 50 pontos base nas próximas reuniões, com a Selic alcançando 10% em 2024, conforme aponta um relatório da XP.

O mercado aguarda ansiosamente por mais indicações sobre o rumo da taxa Selic. Quanto mais baixas forem as taxas de juros no país, maior é a propensão dos investidores a assumir riscos nos mercados. Isso significa que eles tendem a vender títulos de renda fixa e comprar ações, impulsionando o mercado de ações brasileiro.

Além disso, os agentes econômicos estão acompanhando de perto a possibilidade de uma mudança na meta fiscal para 2024. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou seu apoio a investimentos do governo e afirmou que “dinheiro bem aplicado se transforma em obras”. Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende a meta de zerar o déficit nas contas públicas em 2024. Por outro lado, a ala política do governo advoga por uma meta com déficit de até 0,5%, a fim de evitar cortes de gastos em um ano eleitoral. O próprio presidente indicou que a meta de déficit zero será difícil de ser alcançada no próximo ano.

Além desses fatores, parte do mercado ainda está repercutindo o relatório de emprego dos Estados Unidos divulgado na sexta-feira passada, conhecido como “payroll”. Em outubro, a economia dos EUA criou 150 mil empregos, ficando aquém das expectativas do mercado, que previa a criação de 180 mil novas vagas. O mercado está começando a apostar que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, já atingiu o teto das taxas de juros neste ciclo de aperto monetário, o que beneficia os mercados emergentes, incluindo o Brasil, à medida que o diferencial de juros se estreita.

Na última quarta-feira, o Fed optou por manter as taxas de juros inalteradas, mas deixou a porta aberta para possíveis aumentos futuros.

Hoje, as ações da China alcançaram seu ponto mais alto das últimas duas semanas, e o mercado de Hong Kong também registrou ganhos. Os mercados asiáticos estavam fechados quando essas notícias foram anunciadas. O índice CSI300, que engloba as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, encerrou com uma alta de 1,35%, enquanto o índice de Xangai avançou 0,91%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,71%.

Leonardo Grandchamp

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