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Emendas da Comissão de Meio Ambiente vão para tragédia no RS

A presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), senadora Leila Barros (PDT-DF), anunciou nesta quarta-feira (15) que vai destinar o valor total de emendas à disposição do colegiado para atender as vítimas de enchentes no Rio Grande do Sul. A parlamentar lamentou que a CMA disponha de apenas R$ 100 mil em emendas no Orçamento de 2024, o menor valor entre todas as comissões permanentes do Senado.

— O Orçamento de 2024 para nossa comissão foi pífio, uma vergonha. Aí se mostra como a Casa tem encarado as questões ambientais. A Comissão de Desenvolvimento Regional abocanhou 70% das emendas de comissões, quase R$ 2,5 bilhões. A Comissão de Constituição e Justiça ficou com 20%: R$ 725 milhões. A CMA ficou em último no ranking, com R$ 100 mil. É uma vergonha. R$ 100 mil não vai ajudar em absolutamente nada diante da tragédia no Rio Grande do Sul. Mas é um protesto em relação a esse vergonhoso orçamento da nossa comissão — afirmou.

O senador Ireneu Orth (PP-RS) agradeceu a iniciativa de Leila Barros.

— Talvez não seja pelo volume do dinheiro, mas pelo gesto. A situação é realmente catastrófica. Vamos levar muitos anos para reconstruir. O prejuízo, somando-se o público e o privado, não é mais bilionário, é trilionário. Cidades inteiras ficaram embaixo d’água. Algumas vão ter que ser reconstruídos em outros pontos. Quanto custa isso? São várias cidades nessa situação — afirmou.

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O senador Carlos Portinho (PL-RJ) elogiou a decisão da presidente da CMA.

— É um gesto muito valioso. Encaminharemos todas as emendas da nossa comissão. Isso significa que, se tivéssemos mais, encaminharíamos mais. Se salvar uma vida, já valeu os R$ 100 mil. Minha sugestão é que seja encaminhado para a defesa civil do estado — afirmou.

Reflorestamento

A CMA tinha reunião deliberativa marcada para esta terça-feira. O colegiado votaria, entre outras proposições, o projeto de lei (PL) 135/2020 , que destina ao reflorestamento as áreas rurais com floresta nativa submetidas a queimadas ilegais. A votação dos seis itens da pauta não ocorreu por falta de quórum.

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