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A pandemia do coronavírus obrigou toda a sociedade a se apartar para continuar a existir. O empreendedorismo, inserido nesse contexto para pela reinvenção de operações e processos e na própria maneira de preservar seu ambiente. Se isso já afeta o presente, essa reinvenção do empreendedorismo afeta o presente e futuro.
Sendo assim, o isolamento social que salva vidas, e é necessário para voltarmos ao mundo normal o quanto antes, já mostra os efeitos negativos que pode trazer para a economia.
Primeiramente, com o comércio fechado, muitas demissões e um cenário nada animador para os próximos meses, os pequenos empresários começam a pensar em como salvar o seu negócio e se manter na ativa. A ordem é diminuir os prejuízos.
Esse sistema no qual estamos inseridos está mudando radicalmente agora, bem como depois que a tempestade passar. No entanto, é preciso compreender as lições deixadas por ela para que possamos repensar nossas atitudes no dia a dia.
“Muitos profissionais e executivos nos grandes centros costumam trabalhar mais da metade de um dia comum. Com o avanço da tecnologia, sem perceber você está respondendo e-mails ou fazendo o famoso follow-up pelo whatsapp da sua casa”, disse Marcelo Arone, Headhunter especializado em empresas que estão passando por processo de profissionalização.
Por isso, para o headhunter, o home-office veio pra ficar. “Muitos já o faziam, poucos de maneira mais correta, digamos, mas, sem dúvida, as empresas já assumem que o custo operacional e mesmo a eficiência em manter os colaboradores (que podem trabalhar parte da semana em casa) vale a pena”, explica.
Em crises, sempre há quem perca e quem esteja, mesmo que indiretamente, ganhando. Se, infelizmente, o saldo total de desempregados, ao que tudo indica, será elevado em áreas como o comércio ou serviços não essenciais, em setores como e-commerce, tecnologia digital, saúde e indústria de alimentos não só irão manter o quadro de funcionários como buscarão no mercado novos profissionais.
Quem tiver a pró atividade em entender esse contexto todo, se reinventar e posicionar sua carreira e habilidades técnicas para as novas demandas que a sociedade irá valorizar mais, largará na frente.
Aos olhos da famosa regra de oferta e demanda, as empresas levam vantagem. “Mão de obra disponível, economia em fase de reconstrução e consumo voltando. A médio prazo, acreditando que toda queda rápida volta também ao normal com agilidade, são as pessoas (colaboradores e candidatos) que terão o poder nas mãos de escolherem onde trabalhar”, continuou Marcelo.
A responsabilidade social, sustentabilidade e inclusão não são apenas termos bonitos. Elas são parte da reinvenção do empreendedorismo. Empresas que realmente levam isso a sério irão ganhar mais destaque do que nunca durante e após a crise do covid-19.
Além disso, as empresas que no atual contexto conseguem manter o quadro de funcionários, produzem itens de higiene e equipamentos médicos para quem está na linha de frente do combate ao covid-19, ou fazem doações financeiras para ajudar as camadas mais necessitadas serão lembradas a ainda mais admiradas.
A tal reinvenção profissional de cada um pode ser traduzida em diferentes formas, como reduzir, renegociar e refinanciar. Muitas empresas do ramo B2B, como a startup Dooplace, por exemplo, que atua no ramo de co-working em compartilhamento de espaços comerciais, zerou suas taxas por três meses.
Isso garante geração de renda para proprietários e redução de custos de autônomos e profissionais liberais dos mais diversos setores.
O sistema da plataforma é o compartilhamento. Uma proposta acessível e sem burocracia, onde a pessoa escolhe o local mais adequado para a sua atividade, a região na qual necessita trabalhar e o período que pretende locar, podendo ser por hora, dia, semana ou mês. Sem precisar comprovar renda ou necessidade de fiador, o pagamento é feito por meio de cartão de crédito ou boleto.
Everson Gauer, diretor comercial da Dooplace, acredita que, logo após o período de isolamento, a demanda por espaços ociosos para atuação de forma rápida deve crescer. “Dentistas, cabeleireiros, psicólogos, manicures, nutricionistas, designers e profissionais de outros ramos podem reservar um espaço com a nossa plataforma, fugir de toda a burocracia e ainda economizar”.
Da mesma maneira, vale destacar é que os proprietários de salões de beleza, clínicas, consultórios ou salas comerciais podem compartilhar o espaço com outros profissionais e gerar uma renda extra, por exemplo. “Isso é crucial para garantir a liquidez do negócio, já que muitos estão parados em decorrência da pandemia. Em contrapartida, os usuários têm a possibilidade de atuar em um espaço comercial sem se preocupar com nenhum custo como água, luz, telefone, condomínio, etc. É vantagem para todos. Afinal, não é aluguel, é compartilhamento”, comentou Gauer.
Em resumo, um dos grandes recursos para os empresários é, exatamente, o espaço que possuem. Uma sala, uma bancada, um escritório que pode ser utilizado por outros profissionais dispostos a pagar por hora, dia, semana ou mês.
Por fim, essa reinvenção do empreendedorismo que já caracteriza o presente, será a imagem das empresas e trabalhadores no futuro pós pandemia.
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Fonte: FoxManager
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