Simples Nacional: Empresas adeptas ao regime poderão receber até 70% de desconto ao negociar dívidas

Na última quarta-feira, 5, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei que possibilita a renegociação de dívidas das empresas adeptas ao regime tributário do Simples Nacional.

O documento estabelece que o percentual de descontos fornecidos pode chegar até 70% perante o prazo máximo de pagamento de 145 meses.

A medida já está em vigor desde a publicação em veículo de imprensa oficial.

Diante da Lei do Contribuinte Legal oficializada em abril deste ano, os pequenos e médios empresários regidos pelo texto através do referido regime, passarão a ser contemplados por uma diversidade de incentivos à renegociação de dívidas tributárias em parceria com a União.

⚠️ ACESSO EXCLUSIVO
Você está perdendo conteúdos exclusivos
Acesso sem anúncios + conteúdos especiais e privados.
R$4,90
Teste por 30 dias • depois R$9,90/mês
LIBERAR MEU ACESSO AGORA
✔ Cancelamento fácil • Sem compromisso

De acordo com o presidente, a medida visa reduzir o número de desemprego, além de minimizar os impactos da crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus.

“Nós estamos fechando, basicamente, o leque de atendimento para a manutenção de emprego no Brasil”, declarou Jair Bolsonaro, ao sancionar o projeto. 

Adesão de novas empresas ao Simples Nacional

Outra definição diante deste projeto de lei se trata da adesão de novos CNPJs ao Simples Nacional.

Isso porque, o sistema se direciona para a atuação de pequenas e médias empresas, diante da cobrança simplificada de oito tributos de caráter obrigatório em uma única guia.

Em contrapartida, o prazo para efetivar os novos empreendimentos é de no máximo 180 dias, a partir do momento de abertura de cada uma delas.

Na oportunidade, o presidente destacou que, a filiação ao projeto federal permitirá que os empresários sejam contemplados com auxílios fiscais elevados durante este momento de instabilidade financeira.

Participação de demais representantes políticos

Ao sancionar o projeto, Jair Bolsonaro contou com a presença e apoio do autor do projeto, o deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), bem como, dos relatores na Câmara, o deputado Gustinho Ribeiro (Solidariedade-SE), e no Senado, o senador Jorginho Mello (PL-SC). 

Para Bertaiolli, agora as micro e pequenas empresas poderão se beneficiar da medida do Contribuinte Legal, além do parcelamento de débitos junto ao Governo.

Já o senador, Jorginho de Mello, garantiu que o projeto será mais eficaz que o Refis.

“Essa transação tributária vai dar condições a eles de fazer uma negociação combinada com o Governo, sem aquela história de “isenta tudo”, como é o Refis. Isso não é um Refis. Isso é inteligente, é muito melhor. Agora, toda e qualquer transação tributária que o Governo resolver fazer, o micro está enquadrado. E isso é um ganho extraordinário”, declarou.

Gabriel Dau

Postagens recentes

Regulamentação do Imposto Seletivo é adiada e indefinição sobre alíquotas de 2027 preocupa

Equipe econômica adia medida provisória com regras operacionais para agosto

1 hora atrás

FGTS Digital já avaliou 140 mil pedidos de estorno. Veja se você tem direito

Saiba como funciona o processo de duas fases e o que fazer para acompanhar a…

2 horas atrás

EFD-Contribuições e Reinf estão com os prazos vencendo. Confira!

Escritórios de contabilidade e empresas precisam reforçar a organização e o alinhamento de informações

4 horas atrás

EQT 2/2026: inscrições abertas a partir desta terça-feira (14)

Profissionais que buscam registro como auditores independentes ou peritos contábeis têm até o dia 12…

5 horas atrás

Fibromialgia dá direito a benefício do INSS? Conheça os requisitos e saiba como comprovar

Portadores da síndrome que enfrentam dores crônicas podem solicitar benefícios, mas precisam comprovar o impacto…

20 horas atrás

Risco do salário “por fora”: prática ilegal traz prejuízos a curto e longo prazo

informalidade na folha de pagamento reduz valor de benefícios como FGTS, férias e aposentadoria, além…

21 horas atrás