Ensino bilíngue estimula o desenvolvimento infantil e pode aumentar as chances de sucesso profissional

Uma pesquisa realizada ano passado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde mais de 670 mil pessoas de diferentes idades e nacionalidades foram testadas, revelou que para chegar a fluência de um idioma, o ideal é que o ensino comece ainda na primeira infância até os dez anos de idade, faixa em que o cérebro absorve o conhecimento de uma segunda língua com maior facilidade. Outra pesquisa realizada pela Catho, site de busca de empregos, mostrou que profissionais que dominam o idioma inglês podem ter um salário até 61% maior.

Já um levantamento do Conselho Britânico revelou dados desanimadores sobre a relação dos brasileiros com o inglês. Segundo a pesquisa, apenas 1% dos brasileiros é verdadeiramente fluente em inglês. Outros 4% se relacionam com a língua em vários estágios inferiores ao da fluência plena. A partir desse cenário, muitas escolas bilíngues tem surgido no país com o objetivo de estimular o aprendizado de um novo idioma já a partir da alfabetização.

Ao começar o processo de alfabetização, as crianças já têm pleno domínio verbal sobre a língua. A comunicação é feita perfeitamente, mesmo elas não sabendo ler e escrever. Quando os pequenos estudam em um colégio bilíngue, a comunicação no segundo idioma é estabelecida desde cedo. Naturalmente, eles aprendem e fazem as distinções necessárias para o entendimento do português e da nova língua com facilidade.

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De acordo com Ana Carolina Calil, coordenadora da Blue School, startup que oferece ensino bilíngue, quando a criança aprende uma segunda língua desde cedo, ela se torna um sujeito ativo na própria aprendizagem. “A gente discute em neurociência e pedagogia sobre a plasticidade do cérebro, e como o ensino bilíngue favorece e facilita a aprendizagem. Ao se comunicar em mais de uma língua, os processos cerebrais são flexibilizados e otimizam o funcionamento de tomada de decisão, de criatividade, de pensamento e raciocínio lógico, além de reduzir os efeitos do envelhecimento”, destaca a especialista.

A procura por um sistema de aprendizagem inovador e que possua em sua estrutura de ensino práticas inovadoras sobre o bilinguismo fez com que o Colégio Objetivo DF criasse a Blue School. Calil observa que o que crianças e adolescentes que se desenvolvem já inseridos no contexto do bilinguismo possuem chances muitos maiores de alcançar sucesso profissional. “Com relação às chances de um sucesso profissional, nós já estamos neste cenário há alguns anos, a pessoa que não fala uma outra língua, ela já está em real desvantagem no mercado de trabalho, especialmente num mundo tão conectado como o nosso. Então hoje não é uma questão apenas de vantagem, mas sim de fazer parte desse mundo, da sociedade”, explica.

Ensino bilíngue: investimento que vale a pena

A especialista explica ainda que o ensino bilíngue precisa se adequar ao nível de desenvolvimento de cada estudante, já que a absorção do conhecimento de outro idioma se desenvolve de maneira diferente. Também é relevante observar qual a estrutura pedagógica oferecida pela escola e quais os benefícios gerados para os alunos, além da aprendizagem cognitiva, como aponta a coordenadora da Blue School.

1. Método de ensino, material didático e estrutura pedagógica: Deve ser atualizado, dinâmico, com linguagem inclusiva e compatível com a faixa etária de cada estudante;

2. Investimento: é necessário avaliar o investimento, considerar os custos com material didático, taxas e exames;

3. Professores: profissionais qualificados, com formação adequada e que possuam práticas pedagógicas atraentes, dinâmicas e adequadas ao desenvolvimento de cada estudante são imprescindíveis para obter bons resultados;

5. Garantia de Aprendizado e benefícios pós formação: é importante ainda que a escola, além de garantir o ensino eficiente e fluência do segundo idioma, são diferenciais ainda a aplicação de testes de proficiência como Toefl, Cambridge e Dele e práticas que coloquem os estudantes em situações reais onde poderão aplicar o conhecimento absorvido.

Leonardo Grandchamp

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