Entenda o que é Rating?

Você já deve ter visto entre as informações disponibilizadas pelas instituições financeiras a classificação de rating, mas o que isto significa?

O processo

Um banco, ao conceder um empréstimo à pessoa física, avalia, entre outros critérios, o score de crédito. Esta pontuação apresenta a capacidade do cliente em honrar seus compromissos. Clientes com bom score pagam taxas menores e clientes com score baixo, por consequência, pagam taxas maiores.

Empresas, instituições financeiras e governamentais, de maneira idêntica, também precisam de dinheiro para financiar seus projetos. Para isto, emitem títulos de dívida para levantar recursos, com uma taxa de retorno que seja interessante para o investidor.

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O investidor, por outro lado, precisa avaliar o risco: Será que a instituição emissora tem capacidade de honrar a dívida? Qual seria a taxa ótima que eu devo cobrar para valer a pena o risco?

Uma das estratégias que podem ser utilizadas para resolver esta dúvida é avaliar a nota de rating.

Rating: Conceito

Para que seja avaliada a condição de uma instituição em honrar seus compromissos, uma série de informações financeiras, não financeiras, e de risco seriam necessárias, que daria um enorme trabalho aos investidores.

Com o fim de apoiar os investidores a avaliar o quão seguro é um investimento, existem as agências de classificação de risco. São instituições capacitadas para avaliar inúmeras informações de uma determinada empresa ou título, e emitir uma nota que indicará a capacidade desta em honrar sua dívida.

Atualmente, as 3 agências mais importantes de classificação de risco são a Standard and Poor’s (S&P), Moody’s e Fitch.

As notas emitidas são as seguintes:

Grau de Investimento

Como se pode ver na tabela acima, existe uma “fronteira”, onde temos de um lado o grau de investimento, também conhecido no mercado financeiro como “investment grade”.

Empresas e governos que possuem este selo são ótimos pagadores. Como “prêmio” oferecem taxas menores para atrair seus investidores, uma vez que possuem uma boa reputação.

Em seguida, no outro lado da fronteira, temos o “grau de especulação”. Empresas, governos e títulos que estão neste lado da fronteira precisarão pagar taxas maiores, para compensar o “risco” do investimento.

Na tabela apresentada, temos os títulos emitidos pelo governo dos Estados Unidos, com ótimo rating e classificação, com seus títulos de curto prazo sendo remunerados à uma taxa em torno de 2,25% ao ano e os títulos públicos brasileiros, classificados como grau de especulação sendo remunerado a 6,50% ao ano.

Escala Nacional e Escala Global

Existem duas escalas para classificação de rating: a nacional e a escala global.

O rating em escala global avalia a capacidade de pagamento de uma dívida em moeda local e estrangeira. Ela é comparável com notas de outros países (conforme vimos na tabela acima, a comparação entre Brasil e Estados Unidos).

A escala nacional mostra a qualidade de crédito de um emissor em relação as demais entidades e obrigações de um determinado país, com uma visão das condições locais de risco. Entretanto, esta escala não pode ser comparada com outros países.

Um exemplo são os títulos públicos brasileiros, classificados como “BB-” na escala global. Esta nota mostra que existe um certo risco nos títulos brasileiros, comparado a papéis de outros países.

Por outro lado, na escala nacional, estes mesmos títulos são classificados como “brAAA”. Um investimento seguro no cenário local.

Conclusão

O rating é uma ferramenta importante para a análise de risco de uma determinada instituição ou investimento.

Para o investidor, o rating auxilia na análise de risco e retorno, contribuindo para a mensuração do retorno mínimo esperado para um determinado ativo.

Com Informações do Jornal Contábil e BTG

Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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