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Epilepsia: Passar muitas horas sem dormir ou comer pode desencadear convulsões

Diferentemente do que muitos imaginam, crises de convulsão não estão restritas a acometer somente pacientes com diagnóstico de epilepsia.

A condição pode atingir qualquer pessoa saudável, em qualquer idade, quando há fatores desencadeantes.

Segundo o neurologista e chefe do Serviço de Eletroencefalograma do Hospital Edmundo Vasconcelos, Gilmar Fernandes do Prado, cenários extremos aumentam as chances de convulsão.  

“O comprometimento do cérebro, que resulta na crise, pode ser impulsionado pela redução de taxa de glicose, ou seja, por passar muitas horas sem comer ou pela redução de pressão, de sono, alguma infecção forte, pelo uso de alguns medicamentos ou de drogas ilícitas”, explica o médico. 

Sintomas como o enrijecimento do corpo e movimentos involuntários de membros superiores e inferiores duram entre um minuto e um minuto e meio.

Após esse período, há uma redução nas alterações, até que elas cessem completamente. O médico explica que depois desta fase aguda, a pessoa entra em uma condição denominada estado pós-convulsivo, com o surgimento de outras manifestações. 

“Neste momento, em que os sintomas cessam, a pessoa que sofreu a convulsão tende a ficar pouco responsiva, confusa e até mesmo queixar-se de dor no corpo e de cabeça

É também bastante comum ter uma maior secreção de saliva, e por vezes, apresentar ferimentos na língua e bochecha, por conta do enrijecimento muscular”, complementa Prado. 

Apesar da crise, na maioria dos casos, ser solucionada de forma natural, é preciso atenção quanto ao tempo de duração e reincidência. O alerta é dado pelo neurologista, que esclarece quando é preciso acionar o atendimento de emergência.

“Caso a crise dure mais de dois minutos ou volte a acontecer em um curto intervalo de tempo, é preciso comunicar o serviço de emergência e levar o paciente imediatamente ao Hospital”, enfatiza. 

O que fazer quando presenciar uma crise de convulsão? 

1.Não se desespere

2.Vire o paciente de lado e segure a cabeça para que ela não bata no chão3.

Evite colocar a mão na boca da pessoa para desenrolar a língua – ela não vai se sufocar, mas você pode se machucar4.

Caso a convulsão dure mais de dois minutos ou se repita na sequência, acione o serviço de emergência 

Por HOSPITAL EDMUNDO VASCONCELOS

Esther Vasconcelos

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