Imagem por @katemangostar / freepik
Olhar apenas a entrada de dinheiro decorrente da venda de produtos ou serviços pode levar a uma visão equivocada da real situação da empresa.
Muitas vezes, o recebimento concentrado de diversos clientes pode indicar que a empresa possui recursos sobrando, mas sem analisar para onde esse excesso de caixa está indo ou em que foi aplicado, compromete-se a tomada de decisões dos gestores.
Isso significa que aquela semana que parecia ótima para o faturamento, na realidade, pode indicar que o saldo recebido de clientes já estava comprometido com uma série de despesas previamente contratadas.
Para uma boa gestão, empresários e administradores devem considerar a utilização do fluxo de caixa, que é um instrumento de gestão financeira largamente utilizado por empresas de sucesso de qualquer porte e segmento.
O que é o fluxo de caixa? (H2)
Fluxo de caixa é o movimento de entradas e saídas no caixa da empresa, ou seja, o que você recebe pela venda de produtos e serviços ou captação de empréstimos e financiamentos e onde você aplica esses recursos, seja em despesas operacionais ou em investimentos.
De forma simples, a ferramenta visa demonstrar o fluxo de dinheiro no caixa da empresa em determinado período, ou seja, o montante de caixa recebido (entradas) e o montante gasto (saídas).
Pequenas empresas podem fazê-lo em planilhas. Já as médias e grandes empresas, dado o volume de transações, podem utilizar software. Existem opções para todos os casos, portanto, não há desculpa para não o adotar em seu negócio.
O fluxo de caixa amplia o campo de visão do empreendedor porque é um instrumento de verificação diária, semanal e anual.
Quem registra todo o movimento de caixa, consegue acompanhar a evolução do empreendimento e tomar decisões mais precisas.
Fluxo de caixa direto (H2)
Pelo método direto, o fluxo de caixa começa a partir da demonstração das entradas e saídas que passaram pela conta Caixa e Equivalentes de Caixa da empresa.
O gestor deve evidenciar as classes de recebimento e desembolsos das atividades operacionais, dividindo-as por sua natureza contábil, como recebimentos de clientes, pagamentos de fornecedores, dentre outros.
Apesar de ser um método mais difícil, tem a vantagem de criar condições favoráveis para desenvolver a classificação das entradas e saídas de acordo com critérios técnicos e não fiscais, permitindo, ainda, que as informações de caixa possam estar disponíveis diariamente.
É, atualmente, o método mais utilizado.
Fluxo de caixa indireto (H2)
O método indireto se baseia nos lucros ou prejuízos do exercício (DRE), que deve ser ajustado pela depreciação e a amortização, além de variações nas contas patrimoniais.
É o método de elaboração mais simples, uma vez que basta a utilização dos balanços patrimoniais referentes ao início e ao final do período, a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) e algumas informações extras obtidas na contabilidade.
Elaboração do fluxo de caixa (H2)
A forma mais simples de elaboração do fluxo de caixa, seja pelo método direto ou indireto, é avaliar as movimentações do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), além de consultas no Razão de algumas contas.
Tanto na DFC Direta quanto na Indireta, as informações apresentadas no grupo das Atividades de Investimento e de Financiamento são as mesmas.
O que muda é a forma de apresentar a origem e destino dos recursos em caixa em decorrência das atividades operacionais.
Na DFC indireta, parte-se do resultado do exercício, ajustando-o pela eliminação dos resultados não financeiros e pela adição ou exclusão das variações ocorridas nos grupos de contas do Ativo Circulante, exceto as Disponibilidades, e do Passivo Circulante.
Obrigatoriedade (H2)
No Brasil, a partir de 2008, a Demonstração dos Fluxos de Caixa, mais conhecida como DFC, tornou-se obrigatória para companhias abertas e para companhias fechadas com Patrimônio Líquido superior a R$ 2 milhões.
Mesmo não sendo obrigatório para as outras empresas, conforme expusemos acima, o seu uso da Demonstração dos Fluxos de Caixa é altamente recomendado, seja na tomada de decisões pelos administradores ou para análise por sócios ou terceiros.
E seu contador? Elabora o fluxo de caixa de sua empresa com qual periodicidade?
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