Gasolina e diesel sofrem novo aumento a partir de hoje

Os brasileiros realmente têm que fazer milagres para fazer o salário esticar até o final do mês. Não bastasse o aumento dos produtos da cesta básica, os combustíveis sofrem novo aumento a partir de hoje. 

O anúncio havia sido feito ontem pela Petrobrás após 77 dias sem altas. Desde que anunciou aumento no valor dos combustíveis, em 26 de outubro, o preço da gasolina já foi reduzido em R$ 0,10 por litro, em dezembro, e o do diesel ficou estável.

Com a mudança anunciada pela estatal, o preço médio de venda da gasolina a distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro. Nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,26, em média, para R$ 2,37 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,11 por litro.

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro. Nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,01, em média, para R$ 3,25 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,24 por litro.

Aumento já era esperado

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A redução no preço do petróleo verificada no fim do ano passado já era vista pelo mercado como temporária, por conta das restrições da variante Ômicron do coronavírus na economia. O barril da commodity encerrou o ano em queda, na casa dos US$ 74.

No entanto, conforme os agentes econômicos perceberam que a ômicron seria menos grave do que parecia inicialmente, a demanda pelo petróleo voltou a subir, impulsionando os valores de referência nos contratos futuros para a casa dos US$ 80.

Vale ressaltar que a Petrobras pratica a política de paridade de preços com o mercado internacional, já que o Brasil não é autossuficiente na produção, ou seja, tem que importar uma parte para abastecer o mercado interno.

Em mais uma de suas frases bombásticas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) negou hoje ter responsabilidade sobre o preço dos combustíveis e disse que, se pudesse, ficaria livre da Petrobras. Já de acordo com a estatal, o reajuste é para evitar o risco de desabastecimento.

Como diz aquele ditado popular: na luta do rochedo contra o mar, quem sofre é o marisco. Neste caso, o marisco é o povo brasileiro.

Ana Luzia Rodrigues

Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.

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