Imagem por Antônio Cruz / Agência Brasil
O Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em um evento promovido pelo Bradesco que o governo pretende utilizar o excesso de arrecadação para correção da tabela do Imposto de Renda (IR).
A tabela do IR não é atualizada desde 2015, milhões de contribuintes são prejudicados por conta dessa falta de atualização, já que os valores não são corrigidos.
O Ministro afirmou que pretende utilizar ao menos uma parte do excesso de arrecadação decorrente da recuperação da economia para correção da tabela do Imposto de Renda para pessoas físicas.
“Conversamos se corrigimos a tabela do IR agora ou deixamos para primeira ação de novo governo. Não queremos usar toda a alta de arrecadação de uma vez. Vamos devolver apenas parte para não corrermos riscos fiscais”, declarou Guedes, durante a conferência virtual.
O evento foi promovido pelo Bradesco e aconteceu ontem, quinta-feira, dia 7 de abril de 2022. Além da Tabela do IR, o Ministro citou outros assuntos como o Simples Nacional, corte no IPI e reajuste dos servidores federais.
Guedes citou que a equipe econômica do governo também gostaria de usar a arrecadação para financiar a renegociação de dívidas do Simples Nacional e a isenção para investidores estrangeiros.
Uma atualização na Tabela do IR pode ser uma boa notícia para milhões de contribuintes que estão atualmente obrigados a declarar o Imposto de Renda. Somente em 2022 a Receita Federal espera receber mais de 34 milhões de declarações.
O último reajuste da tabela do IR aconteceu no ano de 2015, no governo de Dilma Rousseff (PT), através da Medida Provisória nº 670, convertida na Lei 13.149 de 2015.
Em 2015 o governo realizou um reajuste médio de 5,60% nos valores da tabela, o limite de isenção foi corrigido em 6,5%, para R$ 1.903,98. Esses ainda são os valores atuais e não foram modificados desde então.
A correção da Tabela do IR beneficiaria milhões de contribuintes, isentando uma grande parcela da população de ter que declarar o Imposto de Renda. Entretanto, Segundo o Ministro da Economia, a correção ainda está sendo estudada pelo governo.
E como o Ministro afirmou, o governo pretende utilizar somente uma parte da arrecadação em excesso com a correção do IR. Afinal, existem outros assuntos que também são prioridade para o governo.
Portanto, é preciso aguardar até que o estudo seja concluído e o governo decida sobre a utilização dos recursos do excesso de arrecadação.
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