O auxílio emergencial para ser prorrogado vai precisar de verba, e segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o benefício só poderá voltar se acontecer um corte de verbas para educação e segurança, o que ele chamou de “aumento automático” em relação ao reajuste de salários de funcionários públicos. Guedes também disse, que gastos fixos e indexados no Orçamento impedem esse tipo de ação social.
O ministro resolveu usar uma metáfora de guerra, para explicar os motivos para não autorizar a volta do auxílio emergencial, ele pediu adesão dos políticos à responsabilidade fiscal e afirmou que o país não pode gastar demais e deixar a conta para ser paga por futuras gerações.
“Não pode ficar gritando guerra toda hora. Nós temos que ter muito cuidado. Quer criar o auxílio emergencial de novo, tem que ter muito cuidado, pensa bastante. Porque se fizer isso não pode ter aumento automático de verbas para educação, para segurança pública, porque a prioridade passou a ser absoluta (para o auxílio)”, disse Guedes, durante evento virtual com investidores internacionais.
O presidente Jair Bolsonaro também defende a manutenção do teto de gastos, e deixou claro, que o auxílio emergencial não será prorrogado.
Ele também falou, que o benefício não era “duradouro”, nem “vitalício” e que não deveria ser visto como aposentadoria.
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil
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