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INSS cancelou 213.873 auxílios-doença no país

De setembro de 2016 até 22 de novembro deste ano, o INSS cancelou 88,3% dos auxílios-doença que passaram pela revisão conhecida como pente-fino. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, foram realizadas 242.167 perícias, e 213.873 benefícios foram cancelados.

Entre os auxílios que deixaram de ser pagos, 193.569 acabaram porque os peritos entenderam que não havia mais direito ao benefício, e 20.304 foram cancelados pela ausência dos convocados no dia da perícia.

Outros 39.406 auxílios foram convertidos em aposentadorias por invalidez, 2.066 em auxílios-acidente, 1.272 em aposentadoria por invalidez com acréscimo de 25% no valor do benefício (para quem comprova que precisa de acompanhante) e 5.854 pessoas foram encaminhadas para reabilitação profissional.

Ao todo, 530.191 auxílios-doença devem revisados até dezembro do ano que vem, e 1 milhão de aposentadorias por invalidez passarão pelo pente-fino. A economia anual estimada até agora com os cancelamentos é de R$ 3 bilhões.

Em São Paulo, 86% dos auxílios foram cancelados

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No Estado de São Paulo, foram realizadas 56.884 perícias com 48.963 auxílios cancelados, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social.

A ausência de convocados levou ao cancelamento de 3.298 benefícios. Além disso, 9.542 benefícios foram convertidos em aposentadorias por invalidez, 373 em auxílios-acidente, 316 em aposentadoria por invalidez com acréscimo de 25% e 988 pessoas foram encaminhadas para reabilitação profissional.

No Estado, 91.578 auxílios-doença e 227.506 aposentadorias por invalidez serão revisados. A economia anual estimada é de R$ 688,9 milhões.

Quem está sendo chamado para revisão?

O governo está fazendo um pente-fino nos benefícios concedidos pelo INSS. Quem é chamado:

  • segurados que recebem auxílio-doença há mais de dois anos;
  • aposentados por invalidez com menos de 60 anos e que recebem o benefício há mais de dois anos; a exceção são aqueles com 55 anos ou mais e que recebem o benefício há mais de 15 anos.

Os trabalhadores estão sendo chamados aos poucos, por meio de carta. A dica é manter o endereço atualizado para não perder a convocação. Clique aqui e veja como.

O que fazer após receber a carta?

A carta enviada pelo INSS tem aviso de recebimento, ou seja, alguém precisa recebê-la e assinar um comprovante de que foi entregue. A partir daí, o trabalhador tem cinco dias corridos (exceto domingo) para agendar uma perícia.

Como agendar a perícia?

O agendamento da perícia é obrigatório para todos os convocados e deve ser feito pelo telefone 135. Ao ligar, tenha em mãos o número do CPF (ou do PIS/Pasep) do segurado, o número do benefício, documentos pessoais (como RG), além de papel e caneta para fazer anotações.

O que acontece se não receber a carta?

Se o segurado não receber a carta (porque o endereço estava errado, por exemplo), o governo faz uma “segunda chamada”, publicando no Diário Oficial da União o nome das pessoas que estão sendo procuradas. A publicação informa qual é o prazo para entrar em contato com o INSS e agendar a perícia.

Não agendei a perícia. O que acontece?

Quem não entrar em contato com o INSS dentro do prazo determinado tem o benefício suspenso temporariamente. O trabalhador ainda tem mais 60 dias para entrar em contato e marcar a perícia. Nesse caso, o benefício é liberado até o dia da revisão.

Se passar esse novo prazo e o trabalhador não entrar em contato, o pagamento é cancelado.

Quem teve o benefício cancelado pode recorrer da decisão no próprio INSS e explicar por que não agendou a perícia. Também pode agendar uma nova perícia (mas começa o processo de pedido do benefício do zero) ou entrar com uma ação na Justiça.

O que levar no dia da perícia?

O segurado deverá apresentar toda a documentação médica que justifique o recebimento do benefício, como atestados, laudos, receitas e exames médicos.

Quem ainda não foi convocado, mas está no perfil que será chamado pelo INSS já deve começar a separar os exames e laudos médicos.

E se eu marcar, mas não comparecer à perícia?

Quem marcar a perícia e não comparecer também perde o benefício.

E se eu fizer a perícia, mas discordar do resultado?

O trabalhador que passar pela perícia, mas discordar da decisão do médico poderá recorrer à Junta de Recursos no próprio INSS em um prazo de 30 dias. Ele deve apresentar novos exames que justifiquem o pedido. Porém, essas decisões costumam demorar para sair. As outras opções são esperar os 30 dias para agendar uma nova perícia médica ou entrar com uma ação na Justiça. Via UOL

Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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