IPO deixou mundo dos investimentos mais acessível para pessoas públicas

O mundo dos investimentos está passando por uma revolução. De um mercado mais restrito, dominado por experts e economistas, o setor tem se tornado cada vez mais inclusivo – tanto pelo avanço da transformação digital como pela ampliação de conteúdos sobre o assunto sendo divulgados nas plataformas de redes sociais.

Investir está se tornando uma atividade mais acessível, extrapolando o domínio tradicional dos especialistas, despertando o interesse do cidadão “comum”. 

Com os altos e baixos da economia, as pessoas estão buscando proteger ou ampliar seu patrimônio, indo atrás de alternativas mais rentáveis para investir e aplicar o seu dinheiro – o que, no caso do Brasil, significa mirar para além da poupança ou mesmo do Tesouro Direto. 

É exatamente nesse momento de mudanças que surgem as novas oportunidades.

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Investimentos em bolsa de valores geralmente são feitos em grandes empresas, como as “blue chips”, certo? Sim e não.

A verdade é que hoje, em nível mundial, as chamadas “pessoas públicas”, de olho em conquistar uma fatia dos recursos disponíveis, oferecem sua própria imagem como ativo a ser negociado no mercado.

Em outubro deste ano, a BTS, banda jovem coreana do segmento K-pop foi uma das primeiras a abrir seu capital,  por meio de uma Oferta Pública Inicial, ou IPO, na sigla em inglês.

Isso significa que seus fãs (ou qualquer pessoa interessada) podem comprar uma “parte” da banda, ao adquirir suas ações – e lucrar com a valorização da imagem do grupo.

Em sua estreia na bolsa coreana, as ações da BTS fecharam o primeiro dia com alta de 90%, elevando os sete membros da banda ao seleto grupo de milionários da indústria da música.  

A oferta pública foi intermediada pela gravadora da boy band, a Big Hit Entertainment, e foi a maior colocação de ações no mercado da Coreia do Sul nos últimos três anos –  rendendo 100 milhões de dólares para cada integrante, segundo dados do Dealogic, umas das principais plataformas de análises do mercado financeiro. 

Imagem: @itchaznong / Freepik

Será que a tendência abrirá portas para outros famosos? Se depender da modelo italiana Chiara Ferragni, a resposta é sim.

Após deixar as passarelas, Chiara conquistou o Instagram, compartilhando seu estilo de vida, arregimentando 21 milhões de seguidores ao redor do mundo, e fazendo de sua própria vida um lucrativo negócio.

A modelo, que é patrocinada por grandes marcas, vê a possibilidade de aumentar ainda mais o seu faturamento, e anunciou estar considerando entrar no mercado de ações e fazer uma IPO de si mesma. 

Segundo a Reuters, que anunciou o novo projeto, o  grupo de empresas da ex-supermodelo pode valer 80 milhões de euros, o que pode não parecer alto em termos de bolsa de valores, mas é considerado relevante por ser a primeira IPO de uma marca individual construída totalmente no mundo da Internet. 

A empreitada da modelo italiana (e outras semelhantes) tem o potencial de atrair o interesse de um novo público, não-especializado, para este tipo de IPO – democratizando assim o acesso ao setor.

Não será diferente no Brasil. Influenciadores digitais nacionais estão cada vez mais atentos ao mercado onde atuam, seja ele o de games, música ou moda, e já comprovaram que o marketing de influência chegou para ficar.

Alguém duvida disso?

Por: Ricardo Wendel, fundador e CEO da DIVI•hub – a primeira plataforma de investimentos em ativos digitais do mundo. 

Gabriel Dau

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